RTP lança nova aplicação

RTP lança nova aplicação

A RTP lançou neste mês de Fevereiro de 2014 uma nova aplicação chamada “5i”, que é a primeira “App 2nd Screen” da televisão portuguesa. A tecnologia foi desenvolvida pela RTP em parceria com a Innowave. Esta aplicação permite ao telespectador interagir com o programa que está a ver, através de um segundo ecrã, como por exemplo um smartphone ou um tablet. O primeiro programa a incorporar esta nova forma de ver televisão é o “5 Para a Meia Noite”, o próximo será o “The Voice”, um programa de música. O 5i é uma aplicação gratuita, na qual o telespectador pode partilhar fotografias em tempo real, comentar o programa que está a ver, ou lançar perguntas para o convidado que está em estúdio.

Esta é mais uma inovação que se insere na chamada convergência mediática. O alargamento do conteúdo de um meio de comunicação a outros meios tecnológicos é cada vez mais uma realidade. A interacção do telespectador com um programa, em tempo real, torna a experiência televisiva, neste caso, mais completa e até mais divertida. O telespectador torna-se activo em vez de passivo. A realidade da comunicação está a alterar-se, a participação do sujeito anteriormente passivo está a alargar o seu espectro.

Os programas de entretenimento estão a adaptar-se à inovação tecnológica dos nossos tempos. No sentido de fomentar a participação do público que está em casa, estão a criar-se mecanismos associados aos outros meios de comunicação mais institucionalizados, como os telemóveis, os computadores, ou os tablets. A ideia de todas estas formas de comunicação funcionarem em rede, complementando-se umas às outras, está a desenvolver-se cada vez mais.

A aplicação 5i lançada pela RTP é a primeira experiência do género em Portugal, mas não será a última. A partir deste momento vamos assistir ao copiar desta ideia pelos outros canais televisivos, sob pena de ficarem para trás nas audiências. O desenvolvimento tecnológico e, neste caso, a convergência mediática, estão, mais que nunca, presentes nas nossas vidas. O resultado da incorporação desta realidade na nossa sociedade ainda é difícil de avaliar, mas existem alguns perigos. A falta de controlo de qualidade nos conteúdos imediatos, o facilitismo que esse imediatismo pode provocar, e as regras de ética que poderão ser ultrapassadas, tudo isto pode contribuir para um descontrolo da comunicação meio-espectador.

O futuro é incerto mas para já a sensação é de que fazemos realmente parte do circo mediático a que assistimos. A grande vantagem será a de chegarmos mais rápido e mais perto de conteúdos que nos possam interessar. Para já vamo-nos deixando levar pela novidade e pela facilidade de acesso, fundamentais para quem vive num tempo com pouco tempo para fazer qualquer coisa.

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