“I am a Ukrainien” – Quando o espectador se torna jornalista

I am a Ukrainien

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“Another kind of reporting emerged during those appalling hours and days. Via emails, mailing lists, chat groups, personal web journals—all nonstandard news sources—we received valuable context that the major American media couldn’t, or wouldn’t, provide.We were witnessing—and in many cases were part of—the future of news” (Gillmor, 2004).

Com o aumento do consumo online, o público tornou-se cada vez mais activo. Qualquer pessoa pode publicar fotografias, vídeos, escrever sobre um acontecimento e partilhá-lo na Internet mais rápido do que qualquer repórter de televisão ou jornal. Basta estar no local da acção e ser parte da audiência, ser espectador de um acontecimento com um telemóvel na mão. A tecnologia veio assim repartir o poder pelos profissionais de informação e pelo próprio consumidor.

Segundo Dan Gillmor, autor do livro We, the Media – Grassroots Journalism by the People, for the People, a tecnologia permite que qualquer um se torne num jornalista a pouco custo. A divulgação de uma notícia ou de dados e factos recentes acontece sem a ajuda dos meios de comunicação.  Basta fazer o upload de uma fotografia ou de um vídeo, ou partilhar uma história num espaço digital ao qual todos podem ter acesso através da Internet, num Ipad, smartphone, tablet  ou telemóvel. A imagem não precisa de ser perfeita, mas autêntica.

I am a Ukrainien foi um vídeo publicado no dia 10 de Fevereiro de 2014. Uma rapariga, natural de Kiev, apela à sociedade que partilhe o vídeo, onde várias pessoas se manifestam nas ruas contra o governo “bárbaro” e corrupto da Ucrânia. Os manifestantes são espancados e agredidos por lutarem pela liberdade do país. Com o receio de perder o acesso à internet e ter outros meios de comunicação suprimidos, este vídeo é um apelo para que se saiba o que se passa na Ucrânia e para que se partilhe com o vizinho, amigo, familiar e até com o governo de todos os países.

As imagens, excluindo o depoimento da rapariga, são visivelmente de câmaras amadoras, de pessoas que estavam presentes nas manifestações que, ao publicarem este vídeo, não só se tornaram repórteres de um acontecimento mas deram voz a um povo.

“The rise of the citizen journalist will help us listen. The ability of anyone to make the news will give new voice to people who’ve felt voiceless—and whose words we need to hear. They are showing all of us—citizen, journalist, newsmaker—new ways of talking, of learning” (Gillmor, 2004).

Fica aqui a partilha do vídeo.

Gillmor, Dan (2004) We, the Media – Grassroots Journalism by the People, for the People, disponível em: http://www.authorama.com/we-the-media-1.html

 

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