Redes sociais à conquista do mundo

Segundo uma notícia publicada no dia 20 no Expresso, vai ser desenvolvida, nos próximos três anos, um sistema para detectar o que é mentira nas redes sociais. A Pheme pretende analisar, em tempo real, as mensagens publicadas no Facebook e no Twitter.

Este é mais um dos indícios que as redes sociais têm grande impacto na vida das pessoas e no normal funcionamento de um país, sendo fácil passar para o resto do mundo tanto informações verdadeiras como informações falsas.

Segundo um artigo publicado no passado dia 17, pelo operamundi, na Venezuela, as redes sociais, em especial o Twitter, foram utilizadas para passar montagens e imagens falsas sobre a violência policial que se sentia em Caracas devido à marcha de oposição. Imagens essas, partilhadas por jornalistas da CNN, que tornaram a tarefa de saber o que ao certo se passava no país.

Sistemas como a Pheme, que deverá ter uma versão para ser utilizada por jornalistas, vêm facilitar a tarefa aos jornalistas de todo o mundo, de perceber se a informação (fotografia, textos, vídeos, etc.) é verdadeira ou não. Deixando de correr o risco de pôr a sua reputação em risco, os jornalistas vão poder transmitir as informações sem esperar no dia seguinte por notícias (desmentindo) como a publicada no operamundi.

A ideia do projecto surgiu em 2011, na sequência do papel que as redes sociais tiveram nos distúrbios de Londres. Kalina Bontcheva, investigadora da universidade britânica de Shefield, que está à frente do projecto, explicou à BBC, que as redes sociais deveriam ter sido fechadas em 2011, para que os agitadores não as usassem para se organizar. Contudo defende que “também fornecem informação útil”, acrescentando que o problema é tudo acontece muito depressa e não se consegue “separar, rapidamente, as verdades das mentiras”.

Contudo não são apenas as redes sociais que estarão na mira desta observação. O sistema efectuara, também, uma análise da credibilidade das suas fontes que incluem os websites de notícias, jornalistas, especialistas ou testemunhas.

As redes sociais foram criadas para qualquer pessoa puder comunicar-se da maneira que quisesse, agora para alguns – principalmente para os governos que enfrentam revoltas sociais – há comunicação a mais. Será que enfrentaremos nos próximos anos uma censura virtual? Será que o projecto mostrará apenas o que é verdade ou não? Será que o verdadeiro problema, para os governos, não será a facilidade com que as pessoas se organizam nestas redes e não o facto de passarem imagens falsas?

Exemplos de fotografias manipuladas no Twitter na Venezuela:

Fonte verdadeira: fotografia publicada no site da Al Jazeera

Fonte verdadeira: fotografia publicada no site da Al Jazeera

Fotografia de uma procissão utilizada como se fosse de uma marcha de oposição

Fotografia de uma procissão utilizada como se fosse de uma marcha de oposição

Artigos completos:

http://expresso.sapo.pt/detetor-de-mentiras-para-redes-sociais=f857018#ixzz2tsAXFYP6

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/33992/protestos+na+venezuela+web+e+usada+para+difundir+imagens+falsas+ou+descontextualizadas+.shtml

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