The Guardian, n.º1 na liberdade de expressão VS Red Papper, ao serviço do governo

A Associação de Jornalistas de Valência decidiu galardoar o The Guardian com o prémio “Liberdade de Expressão”, pela capacidade de resistir às pressões do governo britânico após terem sido divulgadas no jornal notícias que relatavam situações de espionagem global nos Estados Unidos.

Em 2013, The Guardian foi pioneiro na divulgação de documentos secretos conseguidos por Edward Snowden, ex-analista de informação na Agência de Segurança Nacional dos EUA – “papeles de Snowden”- que revelavam a existência de programas de espionagem desenvolvidos pelos Estados Unidos com a colaboração do Reino Unido. Desde então, o jornal, que foi apelidado por “ traidor” do país, tem sido alvo de ataques, quer por parte de jornais concorrentes, quer por parte do governo britânico que chegou a obrigar a redacção a destruir os documentos que serviram para revelar as práticas de espionagem a chefes de Estado da União Europeia e a milhões de cidadãos do mundo.

Face à resistência do jornal britânico, a Associação de Jornalistas Valencianos reconhece no The Guardian “um exemplo de profissionalismo e defender a liberdade de expressão e o direito à informação”, que o torna merecedor do prémio “Liberdade de Expressão 2014”.

“con el que la Unió de Periodistes aprovecha para denunciar la actuación autoritaria y antidemocrática del Gobierno británico, actitud que está empezando a hacerse demasiado habitual cuando se trata de ocultar posturas totalitarias de estados democráticos con el único argumento de garantizar la seguridad.”

The_Guardian_front_page_10_June_2013

The Guardian vs Red Pepper

Contrariamente à atitude do The Guardian, um jornal do Uganda foi notícia em diversos órgãos de comunicação internacionais pela publicação de uma lista intitulada “o top 200 dos homossexuais do país”, com nomes, moradas (trabalho e residência) e algumas fotografias, um dia após o presidente ter assinado uma lei anti-gay. O tablóide Red Papper revela, assim, estar em consonância com a lei que a obriga à denúncia dos homossexuais, comportando-se como um autêntico órgão ao serviço do Estado, ao mesmo tempo que promulga a penalização e perseguição destes cidadãos.

red pepper

Assumindo-se como jornais “traidores”, que descortinam a verdade, ou “ ao serviço do Estado”, e que, por vezes, colocam em causa a estabilidade da cidadania, central é a certeza que os meios. Assumindo-se como jornais “traidores”, que descortinam a verdade, ou “ ao serviço do informativos continuam a ver a sua actividade agitada pelo poder político, numa era em que a liberdade de expressão deveria ser uma realidade consolidada.

 

Notícias analisadas:

http://expresso.sapo.pt/jornal-do-uganda-expoe-200-homossexuais=f857886

http://www.fape.es/the-guardian-premio-llibertad-d-expressio-de-la-unio-de-periodistes-valencians_fap-818848631460.htm

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