“Driving without license” – jornalismo colaborativo

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Driving Without License

“The venerable profession of journalism finds itself at a rare moment in history where, for the first time, its hegemony as gatekeeper of the news is threatened by not just new technology and competitors but, potentially, by the audience it serves” (Bowman; Willis, 2003).

Realizado por João Diogo Marques, “Driving Without License” é um documentário do Festival Optimus Primavera Sound 2013 que faz parte de uma iniciativa de Jornalismo Open Source. Foram várias as pessoas que, estando presentes no festival, cederam as suas filmagens para o documentário de 25 minutos, produzido com o apoio de cerca de 100 câmaras. “Driving Without License” estreou no dia 6 de Fevereiro de 2014 e apresenta entrevistas e concertos com um carácter mais intimista, sendo um exemplo de jornalismo colaborativo (citizen journalism) onde pessoas sem qualquer formação jornalística contribuem para uma reportagem ou produto com conteúdo informativo, “playing an active role in the process of collecting, reporting, analyzing and disseminating news and information” (Bowmann; Willis, 2003).

O jornalismo colaborativo distingue-se do tradicional por envolver uma maior participação da audiência na produção de conteúdos informativos. Com a evolução da tecnologia e a imposição do mundo digital, é necessário reformular também os meios de comunicação e até os jornalistas, que cada vez mais dependem da audiência e de ferramentas de edição e publicação na internet.

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Life in a Day

“Driving Without License” acaba por relembrar um grande documentário, realizado em 2011, que contou também com o apoio de pessoas comuns e das suas filmagens – “Life in a day”. Este documentário de Kevin Macdonald em parceria com o Youtube retrata não um evento mas a vida de diferentes famílias e indivíduos em várias partes do mundo num único dia, 24 de Julho de 2010. Foram adquiridos mais de 80.000 vídeos, um total de 4.500 horas, de imagens que variam desde monólogos, manifestações, histórias de vida, rotinas e momentos de grande carga emocional.

O jornalismo documental tira assim proveito das mudanças tecnológicas e explora-as ao máximo, com a utilização e divulgação de vídeos amadores que, inseridos num projecto comum, rompem com o esperado e dão a conhecer histórias e vidas que podiam passar para sempre despercebidas.

“This is what people chose to film. Those of us in the media and the movie world live in a little bubble. We think we know what movies should be about. Actually 99.99 per cent of people in the world don’t live in that little bubble and aren’t cynical. The film isn’t ironic because most people’s preoccupations are few and simple – family, children, love, not being alone, not wanting to live through a war, feeling frightened of illness and death. That’s it – that’s what life is” (Macdonald, 2011).

Bowman, S. & Willis, C. (2003) “We Media. How audiences are shaping the future of news and information”, Stanford: The Media Center at The American Press Institute. Disponível em: http://www.hypergene.net/wemedia

Macdonald, Kevin (2011) “Life in a Day: 24 hours in the life of the world” in The Telegraph, entrevista de David Gritten, Junho. Disponível em: http://www.telegraph.co.uk/culture/film/filmmakersonfilm/8552739/Life-in-a-Day-24-hours-in-the-life-of-the-world.html

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