GETTY IMAGES – quando o conteúdo se torna gratuito

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Getty Images

Photographers create the visual heritage of our society including not only editorial images but also advertising, corporate, architecture, and sports – the significant moments of our lives. We need to ensure that photography remains a vital profession (Mopsik, 2014).

A Getty Images, grande fornecedor de imagens para empresas e consumidores, disponibilizou 35 milhões de fotografias, para fins não comerciais, que poderão ser utilizadas gratuitamente sem qualquer marca de água. Esta decisão foi tomada para impedir o uso não autorizado de imagens e para manter a divulgação da empresa, cujas fotografias irão remeter sempre para o site. Foi uma proposta que não só abalou fotógrafos independentes e freelancers como várias associações e cooperativas.

The British Press Photographers’ Association foi a primeira organização a reagir negativamente contra a decisão da Getty Images. Segundo Jeff Moore, presidente da associação, esta é uma decisão cínica mas inevitável. De acordo com um estudo de 2013 da Reuteurs Institute Digital News Report, numa semana 50% das pessoas compra o jornal e apenas 5% paga por notícias online. Apesar das imagens de Getty Images não serem possíveis de utilizar gratuitamente sem marca de água, elas já estavam por todo o lado, em plataformas como o Google images ou o Bing onde basta um clique para guardar uma imagem.

Getty was one of the big agencies that was helping the creative industry in trying to make the Internet work, making it pay, and they decided to go into the opposite direction. I think we were starting to get the message out. Of course, we were never going to be able to convince everyone to stop right-clicking to pinch images, but this is a massively cynical move from Getty, and I imagine that Corbis and Alamy will do the same. But, can their business modes sustain this?(Moore, 2014)

O facto de a internet estar acessível ao minuto, faz com que as pessoas não queiram despender dinheiro para obter informação. Temos várias plataformas para aceder a conteúdos gratuitos, como o youtube, vimeo, facebook, que oferecem vídeos, reportagens, documentários e a notícia ao segundo.

É necessário arranjar um novo modelo de negócio onde não seja o público a pagar, mas a publicidade, os patrocínios ou o próprio site de distribuição de conteúdos. Se grande parte da informação disponível online é já gratuita, a audiência não vai mudar, se não pagava antes, é pouco credível que comece a pagar. A evolução da tecnologia veio assim reformular não só a audiência, mas a própria imprensa e jornalistas, que cada vez mais lutam pela sua credibilidade, rapidez e eficácia na procura constante de novas formas sustentáveis de jornalismo “gratuito”.

Technological innovations of digital networked media have a profound impact on how this relationship is organized and socially structured, and they should also have an impact on the theories and models of media research. We are just beginning to understand the social implications of the rise of networked audiences and the resulting tensions – which are not only a challenge to journalism itself, but also to journalism research, since they call for a revision and possible re-formulation of established theories and models (Loosen; Schimdt, 2012).

 

Loosen; Schimdt (2012) Rediscovering the Audience. The Relationship between Journalism and Audience in Networked Digital Media. Disponível em: http://derekfernandez.files.wordpress.com/2012/08/rediscovering-the-audience.pdf

Moore, Jeff (2014) “Getty’s move is cynical but inevitable, says British Press Photographer’s Association” in British Journal of Photography. Disponível em: http://www.bjp-online.com/2014/03/gettys-move-is-cynical-says-british-press-photographers-association/

Mopsik, Eugene (2014) “Industry concerned about Getty Images’ free-for-all approach” in British Journal of photography. Disponível em: http://www.bjp-online.com/2014/03/industry-concerned-about-getty-images-free-for-all-approach/

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