Vender informação nenhuma

A primeira-mão

Na redacção do Correio da Manhã “quiseram matar” o Mário Coluna 5 vezes, antes de realmente se ter a confirmação de uma fonte fidedigna de que realmente, o velho craque do SLB teria falecido. Àz vezes pouco se sabe mas todos querem saber, o que é legitimo e obrigação do profissional do jornalismo. Mas tal não justifica nunca, o processamento de informação sem confirmação da mesma. No entanto parece estar a tornar-se cada vez mais imperativo ser o primeiro a dar a notícia, a chamada notícia em primeira-mão. Até aqui, também tudo compreensível. Apenas deixa de o ser quando se passa a preferir transmitir informação, mesmo que errada, do que nada publicar. Atravessamos um momento no panorama jornalístico nacional em que primeiro se diz e escreve e só depois se mostra, comprova ou em último caso, se desmente.

Tendência copy-paste

A “Internet” continua a ganhar força entre os meios de comunicação e é um dos principais reforços desta “desinformação”. É preciso admitir que a internet convida a que jornalista possa cair facilmente na tentação de copiar e colar informação lida em outro site ou meio. E isto porque no mundo virtual tudo é rápido, tudo parece fácil e acessível. Rapidamente a informação se multiplica. Resta ao jornalista pôr em prática os princípios básicos da profissão e confirmar, antes de tudo, que infomação se está prestes a transmitir ao público. (Se é que se está realmente a transmitir alguma informação – no verdadeiro sentido da palavra).

Confirmação

A confirmação torna-se assim, cada vez mais e de modo urgente, essencial no que toca a fazer uma distinção entre bom e mau jornalismo. Diria até, entre jornalismo e tentativa de. Importante lembrar que o jornalista é antes de mais pessoa e se todas as pessoas cometem erros, o profissional pode também nem sempre ter culpa directa na falha cometida. Exemplo disso foi a gaffe cometida por uma pivot da SIC que não teve provavelmente tempo de conferir todos os pivots introdutórios às peças televisivas e deixou jogar o Manel, pelo menos platonicamente.

 

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