“Adventures in Ultralight Journalism” – o iPhone como instrumento de reportagem

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“All of my formal journalism training, from graduate studies to professional work, has told me that a proper DSLR camera is essential to proper journalism work. Maybe that’s true. But I found using iPhone and Instagram photojournalism to be a more carefree and gonzo spirit of doing things, allowing me to connect more to my subjects and be more in the moment as a human being trying to understand the experience of other human beings” Mary Slosson in Adventures in Ultralight Journalism

Em Janeiro de 2014, Mary Slosson divulgou na plataforma digital Medium a sua experiência na Tanzania como novo membro da “International Reporting Project”, onde utilizou apenas um iPhone e as aplicações “Instagram” e “Afterlight” para publicação e edição de imagem respectivamente.

O projecto tinha como objectivo investigar e reportar de que maneira a instabilidade do clima afectava o desenvolvimento da agricultura, meio de sustento de uma população onde 75% dos habitantes são agricultores. Foi constatado que, devido à escassez da chuva, a população da pequena aldeia de Mlanda é obrigada a caminhar durante meia hora para conseguir água potável de uma aldeia vizinha, pois a sua bomba de água não funciona e o governo local não tem poder financeiro para a arranjar.

Durante 12 dias, Mary Slosson percorreu os terrenos empoeirados e quentes da Tanzania com a vantagem de poder fotografar, filmar e gravar áudio com apenas um pequeno objecto, o iPhone. A viagem tornou-se mais leve e de certo modo, mais produtiva. “I was satisfied with the resulting photo quality and found that most of my subjects found snapping photos with a cellphone much more natural — and less obtrusive — than using a larger and more intimidating DSLR”, afirmou a fotojornalista.

As câmaras DSLR, como a canon e a nikon, são instrumentos vitais de trabalho para realizadores e fotógrafos, contudo no que toca à “sensibilidade” no terreno, um iPhone passa muito mais despercebido e torna de certa forma o conteúdo mais real e próximo do espectador. Não existe a sensação de manipulação de imagem, as fotografias são naturais e fruto de um dispositivo que hoje em dia grande parte das pessoas tem acesso ou possui.

Isso acontece não só nos países em desenvolvimento ou desfavorecidos mas essencialmente na sociedade moderna. Ao apontarmos uma câmara a alguém, a atitude dessa pessoa já não é a mesma. Ela sente-se observada e todos os seus actos e palavras são repensados. Se andarmos com um iPhone na rua, ele é quase que invisível, de tão banal. E porque as pessoas esquecem-se de que, para além de servir como meio de comunicação, ele fotografa, filma e grava som.

Hoje em dia o jornalismo é cada vez mais pensado e desenvolvido com o iPhone e para o iPhone. Não só os jornais que evoluem do papel para o digital procuram estar disponíveis para a aplicação iOS, como a sociedade, a audiência se torna cada vez mais activa numa época em que tudo acontece e tudo é registado e divulgado ao segundo.

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