Much Too Much Coverage

Much Too Much Coverage

Uma das principais características de um jornalista é não se deixar vencer pela força das imagens; querer mostrar tudo, mesmo quando pode ferir susceptibilidades. Para isso, porém, existem chefes, editores e pessoas cuja responsabilidade é controlar o nervo insano que faz com que os profissionais queiram todas as imagens, todos os acontecimentos.

A questão é: qual é a barreira? Qual o limite que não deve ser ultrapassado? No tocante à fastidiosa cobertura do avião que nunca aterrou, Joanna Moorhead parece oferecer uma resposta.

De facto, a jornalista reconhece que a profissão privilegia a imagem acima de tudo, mas acha que o público não deveria ter tido acesso aos rostos de familiares que, pela primeira vez desde que tudo começou, tiveram a nefanda confirmação de que jamais voltarão a ver os seus entes queridos.

Moorhead aponto o dedo às autoridades chinesas, que não souberam controlar as objectivas que violaram uma regra fundamental da civilização: deixar os vivos sofrer a morte sem a importuna mão mediática a passar no cabelo.

O jornalismo deve primar por valores que, acima de tudo, protejam a informação e aqueles que dela necessitam. As pessoas, qualquer que seja a sua condição social, merecem pelo menos o direito à sua privacidade. Estou com a Miss Moorhead: estas imagens pertencem à imaginação, não ao domínio público.

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