Inquérito Reticente

Inquérito Reticente

Um novo inquérito da Universidade de Indiana permite analisar alguns dados relevantes sobre a condição dos jornalistas americanos. Desde o género predominante, passando pelo salário médio e pelo nível de respeito que têm pelo código deontológico, os números permitem-nos perceber que muito mudou na profissão nas últimas quatro décadas.

Um dos gráficos mais interessantes mostra-nos a percentagem de jornalistas distribuída por várias perspectivas ideológicas. Quando personalidades da direita republicana (amantes de metralhadoras e entusiasmantes religiões) afirmam que os média americanos são controlados por gente afecta a ideias socialistas, nota-se que não estão erradas. De facto, quatro em cinco jornalistas que são partidários apoiam o partido Democrata.

Outra das informações diz respeito ao género. Será que décadas de afirmação da mulher no local de trabalho surtiram efeitos perceptíveis na composição das redacções americanas? Sim, embora ainda falte muito caminho a percorrer, especialmente na forma como continuam a ganhar menos do que os seus colegas masculinos. Segundo o estudo, em 1971, 20,3% dos jornalistas eram do sexo feminino. Hoje, esse número subiu para 37,5%. Pode parecer muito pouco em mais de quarenta anos de progresso mas estima-se que a geração de novos jornalistas seja composta por números mais elevados de profissionais do sexo feminino.

Finalmente, importa realçar a forma como, em quatro décadas, os jornalistas passaram a ser altamente educados. Enquanto menos de 60% tinham uma licenciatura em 1971, mais de 90% possuem o mesmo grau actualmente. Esta questão é particularmente preocupante porque, embora os jornalistas estejam acima da média de qualificações de profissionais de outros sectores, continuam a ser pagos de forma medíocre. Inclusivamente, o estudo prova que – ajustando à inflação actual – os rendimentos dos trabalhadores têm diminuído.

Este estudo junta-se a muitos outros mais ou menos actuais que voltam a pôr um prego no esquife do jornalismo. Com a passagem dos tempos há cada vez maior necessidade pública de uma informação bem desenvolvida e, acima de tudo, credível. Todavia, contribuições como a da Universidade do Indiana mostram que tem havido, num dos países mais relevantes para a compreensão da história democrática moderna, uma depreciação do trabalhador jornalista. Ficam os números e o convite para acederem à página onde podem encontrar outros gráficos elucidativos.

Basta clicar na fotografia para aceder ao link.

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