Jornalistas morrem e ninguém faz nada

Uma noticia, publicada no Jornal de Notícias no passado dia 6 de Maio, reporta a morte de pelos menos 12 jornalistas, apenas em 2011, em crimes relacionados com o seu trabalho.

Os dados que integram o Comité para a Protecção dos jornalistas apontam ainda outros cinco profissionais que morreram em “circunstâncias obscuras” e que continuam a ser investigadas. Entre estes casos estão jornalistas que investigavam o envolvimento de pessoas em tráfico de drogas e de  políticos locais envolvidos em corrupção.

No mesmo relatório o Comité observa que o presente Governo tem feito esforços no campo de legislação para a protecção do ambiente da Internet, mas revela um alto índice de homicídios contra jornalistas e o facto de haver falhas na legislação que permitem a autoridades e personalidades poderosas poderem processar os jornalistas. Processos estes que segundo o Comité “drenam recursos de organizações de mídias e blogueiros, e os impedem de ir atrás de histórias importantes.”

Para melhorar a situação e a segurança dos profissionais, o Comité recomenda ao Governo de Dilma a expansão do programa nacional de protecção dos defensores dos direitos humanos para incluir explicitamente os jornalistas sob ameaça iminente de morte.

Ainda segundo o Comité, o Brasil encontra-se na 11º dos países onde é mais perigoso para a pratica do jornalismo, sendo ainda um dos países que que menos punem os  responsáveis pela morte de profissionais da imprensa. Desde 1992 no Brasil já morreram 27 jornalistas. Na dianteira está o Iraque com 162, seguido das Filipinas com 76 e da Síria com 61.

Fonte: Veja

Países onde mais jornalistas foram assassinados

Em 2012 o Brasil transformou-se, segundo Jamil Chade, correspondente do jornal O Estado de São Paulo, na Europa, no quarto país mais perigoso para se trabalhar como jornalista no mundo. A situação brasileira é para o jornalista “pior que a do Afeganistão, Iraque ou Gaza. Somando os assassinatos nesses três países o número de vítimas chega a oito”.
Em 2013, segundo o Instituto Internacional da Imprensa, 16 jornalistas morreram na cobertura do conflito Sírio. Embora esse número seja três vezes menor do que o de 2012, a Síria continua a ser o país mais perigoso para os jornalistas pelo segundo ano consecutivo. Logo atrás, aparecem o Iraque e as Filipinas, com 13 jornalistas
mortos em cada um desses países. Em seguida, vêm Índia (11), Paquistão (9), Somália (8) e Brasil (6). Ao todo, 117 jornalistas perderam a vida em 28 países diferentes.

O Brasil aqui surge em 7º lugar. Este ano já conta 4 jornalistas mortos.

Um jornalista foi morto a tiro no início de Março no estado da Bahia, elevando para quatro os assassinatos de jornalistas no Brasil desde o início do ano, segundo a repórteres Sem Fronteiras (RSF), na sua página de Internet para as Américas. Segundo uma notícia publicada na Rádio, Voz da Rússia, Geolino Lopes Xavier, de 44 anos, era jornalista de uma estação de rádio e televisão, e foi morto a tiro ao volante da sua viatura por indivíduos não identificados. A organização não-governamental francesa pediu um inquérito sobre a morte do jornalista, “lamentando a alta insegurança que afecta o trabalho dos jornalistas brasileiros”, disse Camille Soulier, do departamento Américas da RSF.

 

No país que vai receber o Mundial de Futebol no próximo mês, os jornalistas são assassinados e estão sujeitos a pressões judiciais principalmente exercidas pelos políticos, empresários e celebridades. Neste momento encontra-se em 11º lugar no ranking dos países onde mais morrem jornalistas, mas já ocupou outras posições – com menos jornalistas assassinados.  Numa notícia publicada no Publico, a Associação Brasileira do Jornalismo de Investigação, entre Maio de 2013 e o final de Março de 2014, documentou mais de 163 violações contra a liberdade de imprensa, envolvendo 152 jornalista. Na maior parte dos casos os jornalistas afirmam que foram deliberadamente atacados depois de se terem identificados como membros da imprensa.  As autoridades foram responsáveis por mais de 80 destes abusos.

A União Europeia e os Estados Unidos – a Rússia não por motivos óbvios – deveriam fazer pressão para que o Governo de Dilma altere a legislação, para que haja uma maior protecção destes profissionais e, a cima de tudo, que não se deixe passar impune homicídios de inocentes – profissionais mas inocentes. Porque violência e criminalidade devem ser punidas. Não há crimes melhores ou piores e não é por se tratar de jornalistas que não importa punir os culpados. Estes crimes não devem ser esquecidos. Não podem!

 

 

Noticias na integra:

Estadão Mais jornalistas morreram no Brasil em 2012 que no Iraque, Gaze e Afeganistão

G1 Em 20013, 117 jornalistas morreram exercendo a profissão, diz Instituto.

Jornal de Notícias – Pelo menos 12 jornalistas assassinados no Brasil desde 2011

Publico No Brasil os jornalistas são “regularmente assassinados” e pressionados, diz relatório 

Radio, Voz da Rússia – Quarto jornalista morre no Brasil desde o inicio do ano

VejaPaíses onde mais jornalistas morreram desde 1992 

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