Os algoritmos decidem por nós…

Vivemos numa época em que não é o leitor que vai ao encontro da notícia, mas sim, a notícia que vai ter com o leitor, uma tendência que advém da febre das redes socias. Lemos e partilhamos o que os nossos amigos e leem e partilham e como consequência, de acordo com Columbia Journalism Review ( CRJ) , o tráfego nas homepages dos sites está a diminuir.

A propósito desta realidade , no passado dia 20 de Maio o CRJ escreve: How algorithms decide the news you see.
Conscientes da relação que os leitores estabelecem com as notícias, os órgão de comunicação social estão a construir algoritmos que permitem controlar e alterar a experiência do de um leitor no site, consoante o local de onde se iniciou a navegação.

O Twitter, conforme se pode ler no artigo escrito por CJR, por exemplo, recomenda conteúdos aos leitores de acordo com o tempo que os usuários gastam a ler artigos. Já o Facebook tem um bloco de notícias recomendadas , que é gerado tendo em conta os links visualizados anteriormente e automaticamente aconselha outros links semelhantes.

Diakopoulsos, segundo o CJR categoriza os algoritmos em várias categorias, com base nos tipos de decisões que tomam” Assim, podemos falar em Priorização, sempre que um artigo é recomendado em detrimento de outro, Associação quando nos são recomendados vídeos e artigos sobre o mesmo assunto. Por vezes, estamos perante Filtragem que envolve a exclusão ou inclusão de informações com base em determinados critérios.
Podemos afirmar que é ao nível da filtragem que se encontra a arma mais perigosa dos algoritmos.

Algorithms make it much easier not just for you to find the content that you’re interested in, but for the content to find you that the algorithm thinks you’re interested in,” Diakopoulos That is, they maximize for clicks by excluding other kinds of content, helping reinforce an existing worldview by diminishing a reader’s chance of encountering content outside of what they already know and believe (Diakopoulsos).

Uma das especificidades do jornalismo digital reside na possibilidade de o leitor escolher os conteúdos que quer ler e quando quer , não estando dependente de uma edição impressa previamente planeada e com um número de informação limitada. Com a os algoritmos esta independência do público volta a ser posta em causa.

These unique universes “alter the way we’d encounter ideas and information,” preventing the kind of spontaneous encounters with ideas that promote creativity and, perhaps more importantly, encouraging us to throw our attention to matters of irrelevance (Alexis Fitts, CJR).

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