Anunciar a morte dos jornais impressos é uma precipitação

O fundador e ex-diretor do jornal espanhol El Mundo, Pedro J. Ramírez, sentenciou a morte dos jornais impressos dentro de 15 anos, em Portugal e Espanha.

A revolução tecnológica em curso – que está a alterar os hábitos de consumo de informação, que passa cada vez mais pela Internet – e a fuga dos leitores e da publicidade para os meios digitais são, segundo Ramírez, as principais razões para esta morte prenunciada.

A história dos meios de informação repete-se e as visões apocalípticas sobre o futuro dos meios mais antigos também. Basta lembrar que, quando apareceu a televisão, não faltaram vozes a profetizar a morte da rádio. Mais de 60 anos volvidos desde que a televisão passou a entrar em casa das pessoas, a rádio – pese embora tenha sido obrigada a reajustar-se – continua viva e, a julgar pela quantidade de rádios que há em todo o mundo, cheia de saúde.

Haverá uma diminuição da circulação e do número de jornais impressos no futuro? Muito provavelmente. Mas, tal como a rádio no passado, os jornais terão de se reajustar e reposicionar, de modo a garantirem a sua sobrevivência no futuro. A história dos media tem demonstrado que o vaticínio da morte de qualquer meio é uma precipitação.

Fotografia: Diana Quintela.

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