Nyamata – Visiting a scene from the Rwanda Genocide by Martin Edstrom

Nyamata – Visiting a scene from the Rwanda Genocide é uma reportagem multimédia realizada por Martin Edstrom que procurou levar o público ao cenário em que ocorreu o genocídio de Ruanda que opôs extremistas Hutus contra a minoria Tutsi entre 6 de Abril e 4 de Julho de 1994.

Ao longo da narrativa somos guiados por sinais que nos levam às etapas seguintes, com quatro setas que nos permitem conhecer os espaços totalmente, num ângulo de 360º. Aqui podem ver-se os locais, as armas, as roupas e quase sentir mais próximo o terror vivido, lendo-se na reportagem outra sensibilidade, aproximada a esta realidade que na verdade nos é próxima, tendo 20 anos apenas passado.

Situado a cerca de 20 quilómetros a Sul da capital Kigali o Rio Nyabarongo é a primeira paisagem que conhecemos nesta viagem interativa prestes a iniciar-se. O rio, que atualmente se apresenta como uma paisagem inspiradora e pacífica, foi outrora local de despejo dos cerca de 1 milhão de mortos causados pelo genocídio, em Abril de 1994. Durante os cerca de 100 dias em que ocorreu o massacre as vítimas foram mortas nas suas próprias casas ou em locais considerados seguros, como a Igreja para que nos dirigimos seguidamente com o cursor, conhecendo o espaço como se de uma visita em tempo real se tratasse. A Igreja de Nyamata foi outro dos palcos deste pesadelo, onde muitos pensavam estar a salvo e acabaram por ser mortos. Atualmente é um museu aberto ao público que existe para relembrar a humanidade de um dos seus episódios mais tristes.

Quase todas as vítimas mortas no genocídio eram Tutsis, uma minoria étnica local, e os agressores eram Hutus, outro grupo étnico. Quando os Hutu chegaram à Igreja de Nyamata, onde os Tutsis pensavam estar a salvo, ninguém escapou, tendo sido mortos em massa com machetes e outras armas que podem ver-se dispostas numa mesa, bem como as roupas de muitas das vítimas, dispostas em bancos pela Igreja. No tecto podem também ver-se ainda os buracos das balas disparadas durante o massacre.

As escavações na procura pelos corpos continuam em desenvolvimento não tendo sido ainda possível entregar muitos deles às respetivas famílias.

 

Com reportagens aliadas a assuntos como estes pode assistir-se à força do multimédia uma vez que se lida com as histórias de outra forma. O áudio, as paisagens e os cenários descritos pormenorizadamente ajudam-nos não só a lê-as como a senti-las.

http://nyamata.martinedstrom.com

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