Liberdade de expressão na China

Para o atual governo da República Popular da China a manutenção dos direitos humanos está na base da estabilidade de um governo. No entanto, o mesmo governo tem sido autor de contínuas intimidações a jornalistas, a nível nacional e internacional, numa escala sem precedentes na sua história. Lado a lado com Vladimir Putin, que chegou a fechar a mais prestigiada agência noticiosa russa, Xi Jinping é o chefe de uma política que tem, progressivamente, causado alguma polémica entre a comunidade jornalística pelo mundo e no próprio país onde vive sob as exigências de um regime uni-partidário que não permite dissidentes do regime.

Já em Junho de 2011 a expansão da internet começava a atingir os domínios do comunismo chinês, um país onde a credibilidade dos media tradicionais era cada vez mais dúbia por cada vez mais se assistir ao controlo do Estado sobre a informação.

O Weibo, o twitter chinês, começava pela mesma altura a surgir como corrente alternativa aos limites da imprensa oficial e registava 10 milhões de novas contas por mês e um total de 140 milhões de usuários. A internet começava a aparecer como uma ameaça às capacidades de controlo do estado e como uma nova e inesperada ferramenta de democratização da sociedade. David Bandurski, professor de jornalismo da Universidade de Hong Kong e um dos criadores do China Media Project, um estudo da produção de informação na China, afirmava mesmo que o meio virtual se tornara uma plataforma indispensável à pluralidade de vozes no país, num cenário onde se pensava que tal não seria mais possível.

Também online começavam a surgir estatísticas de preferências políticas que mostravam o poder das redes sociais e a invalidez do governo no seu controlo. Os meios tradicionais do papel começavam a ser considerados ideologicamente comprometidos e o destaque começava a prevalecer na internet onde bloguers se tornavam conhecidos e se destacavam na luta pela liberdade de expressão e resistência à censura.

O online tem sido por isso uma importante plataforma na procura pela liberdade de expressão na China e um espaço onde o jornalismo vai procurando o seu lugar.

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