Facebook Reduz Alcance das Publicações

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Facebook, o gigante das redes sociais, reduziu o alcance orgânico das publicações dos seus utilizadores. Quer isto dizer que as publicações que cada utilizador faz são vistas por um número substancialmente inferior dos seus amigos, fãs ou seguidores, directamente através dos respectivos feeds de notícias.

Como avança a notícia da revista Time de 22 de Março deste ano, entre outras que saíram desde então, o Facebook recusou-se na altura a fornecer os números exactos. Segundo a revista, os últimos dados disponíveis eram do verão de 2012, em que o Facebook afirmou que o alcance orgânico das publicações estava na ordem dos 16%, o que significa que apenas 16% dos amigos/fãs/seguidores de um perfil receberiam directamente cada uma das suas publicações no seu feed de notícias. Contudo, diz a Time, os responsáveis da empresa norte-americana já haviam admitido, em Dezembro passado, que esses número já seria inferior.

O artigo avança ainda os resultados de um estudo conduzido pela Ogilvy & Mather, que abrangiu mais de 100 empresas, tendo concluído que  o alcance orgânico de publicações desceu de cerca dos 12 porcento em Outubro de 2013, para perto dos 6 porcento em Fevereiro deste ano.

Com esta medida, a empresa de Mark Zuckerberg reafirma a sua posição no mercado, deixando bem patente que existe para dar lucro. Na verdade, o que esta redução de alcance pretende é forçar as empresas e páginas de celebridades, bem como outras com interesse comercial, a pagar para obter uma maior projecção das suas publicações. O Facebook, que até agora tinha sido uma plataforma que, mesmo a custo zero, permitia publicitar bens, serviços e pessoas, tornando-se uma base de sustentação de milhares de pequenos negócios, quer agora deixar de o ser.

No campo do jornalismo, esta medida vem também levantar muitas questões. Até agora temia-se que o Facebook, bem como outras redes sociais e agregadores de informação, representassem uma ameaça que poderia até, no limite, substituir as empresas de média tradicionais. Possuía características com as quais se tornava impossível concorrer, gomo a gratuitidade, a congregação, no mesmo espaço, de milhares de milhão de pessoas e um excelente meio de publicação e difusão de informação por parte de pessoas ou entidades mais ou menos anónimas. Como catalisador assombroso de informação e de dados que é, o Facebook poderia mesmo (e possivelmente fá-lo-á) criar a sua própria rede de produção de conteúdos informativos. O que se percebe agora mais claramente é que, quando isso acontecer, o Facebook também vai querer extrair lucro a partir daí e uma transacção económica com o público estará certamente implícita.

Assim sendo, o debate do futuro das notícias online gratuitas volta à ordem do dia com mais uma importante carta em cima da mesa. Todas as empresas precisam, querem e sempre quererão fazer (mais) dinheiro. Quer se chamem Facebook, Twitter, ou The New York Times.

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