Jornalismo e Facebook: uma nova realidade

Neste primeiro comentário decidi partilhar algumas conclusões do ensaio Jornalismo e Facebook: uma nova realidade, realizado no âmbito do seminário História e Teorias do Jornalismo. Inicialmente, foi colocada a questão: Qual o efeito do Facebook na divulgação das notícias pelos meios de comunicação social? Partindo dos resultados de um inquérito feito pela ERC – que constatavam que as redes sociais são uma das fontes preferenciais para obtenção de notícias – este estudo pretendeu analisar como é que os jornais nacionais Público, Diário de Notícias e Correio da Manhã fazem a utilização do Facebook.

Relativamente ao conteúdo percebeu-se que o jornal Público é o que faz menos partilhas por dia e o Diário de Notícias o que faz mais. Inversamente, o Público tem mais seguidores e o Diário de Notícias menos. Sendo o Correio da Manhã o diário que fica no patamar intermédio. Todos estes fazem o mesmo género de partilha, consistindo numa ligação dos websites oficiais, que por autonomia do Facebook fica com uma imagem e um título. A estas ligações o Público e o Correio da Manhã acrescentam frases resumo ou introdutórias ao tema noticioso.

Ao nível da prática, através das declarações dos jornalistas, entendeu-se que o Facebook é uma nova ferramenta dos profissionais. Não sendo apenas utilizado para divulgar o trabalho, como também para fazer contactos, angariar opiniões e até recolher informação. Segundo o jornalista Hugo Torres (Público) os posts realizados devem ser apreciados do ponto de vista do utilizador, com o objetivo de perceber se são chamativos. Bruno Contreiras Mateus (Correio da Manhã), acrescenta que a rede social não substitui os órgãos de comunicação digitais, mas serve como um meio de distribuição destes. Partilhando notícias e tendo o mesmo papel para o website oficial, que a banca tem para os jornais.

As opiniões dos utilizadores apuradas mostraram que, maioritariamente, estes concordam que o Facebook está a ganhar território no jornalismo. Nas respostas ao inquérito, constatou-se que 22 dos 60 inquiridos recorrem às redes sociais para obter notícias. Especificando a questão, denotou-se uma grande vantagem para o Facebook, sendo que foi escolhido em 56 dos 60 casos. Ao nível da utilização desta rede social pelos três diários nacionais, o que recebeu críticas mais positivas foi o Público, em segundo lugar o Correio da Manhã e, por último, o Diário de Notícias.

Posto isto, pôde-se constatar que os três jornais em análise se esforçam para fazer um bom uso do Facebook. Todos tentam manter os seguidores ativos, partilhando diversos conteúdos e, por vezes, interagindo com os leitores. Os três diários também tentam tornar os posts apelativos, completando as notícias com imagens, sons e vídeos. É ainda percetível que os jornais têm regras de utilização das páginas, mantendo um ritmo de publicação diário.

Assim sendo, será o Facebook o novo motor de busca português para conteúdos noticiosos?

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