União faz a força

Chama-se LENA, melhor Leading European Newspaper Alliance, e promete ser uma nova promessa jornalístico europeu. A ideia consiste em juntar grandes marcas jornalísticas, como o El País, Le Figaro, La Repubblica entre outros, numa só publicação.

Ao todo vão ser sete marcas ou, melhor, sete meios de comunicação de países diferentes da Europa que se vão juntar para promover a troca de conteúdos e pesquisas em comum. El País (Espanha), Le Figaro (França), La Repubblica (Itália), Die Welt (Alemanha), Le Soir (Bélgica) e Tages-Anzeiger e La Tribune (Suiça) vão unir-se naquela que vai ser a Aliança Europeia de Jornais líderes.

A plataforma que vai ser criada pelo projecto e que vai unir esforços e recursos de todos os jornais vão disponibilizar um selecção dos seus melhores artigos, entrevistas, crónicas e outro tipo de reportagens especiais que vão estar disponíveis tudo pelo bom nome do jornalismo, onde se espera que seja possível criar novos conteúdos jornalísticos.

A particularidade deste projecto é que cada um dos periódicos vai contribuir para o orçamento anual do LENA que permitirão criar bagagens financeiras para investigações, desenvolvimento tecnológico e outros trabalhos. As empresas/órgãos de comunicação vão disponibilizar recursos humanos, materiais, instalações e tecnologia capaz de desenvolver novos conteúdos jornalísticos.

O jornal Económico teve oportunidade para falar com Javier Moreno que faz parte do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação dizendo que “a qualidade do jornalismo na Europa e nos países mais desenvolvidos está em risco, perante a desaceleração da indústria, a queda nas vendas de jornais e a escassez de recursos financeiros disponíveis redações”.

“Os membros do LENA partilham um conjunto de valores, entre os quais o facto de acreditarem na importância do jornalismo de qualidade e na formação da opinião pública em sociedades abertas e democráticas. Daí ser natural a vontade de trabalhar em conjunto para atingir esses objectivos”, refere Moreno citado pelo Económico.

“O jornalismo investigativo distingue-se dos demais géneros jornalísticos por divulgar informações sobre condutas que afetam o interesse público. As denúncias resultam desse trabalho. O objetivo final da investigação jornalística é informar o público das irregularidades públicas ou privadas, politicas, económicas e sociais. Em Portugal os jornais que mais se destacaram neste nincho foi o extinto Semanário o Independente, o Semanário Expresso e o Semanário o Sol”, http://jornalismoespecializado.blogs.sapo.pt/56142.html

Na minha opinião o jornalismo de investigação em Portugal está em vias de extinção. Há ainda bons trabalhos de investigação, mas com cada vez menos pessoas envolvidas e, consequentemente, como menos recursos técnicos e financeiros. Isto obriga a uma maior consciencialização da necessidade de denunciar casos através de uma grande investigação jornalística, por isso na minha opinião este projecto europeu vem de encontro com o que acabei de escrever.

“Quase nada do que é feito em Portugal cabe no jornalismo de investigação porque se baseia em fontes não identificadas e não garante que as coisas tenham uma verdade. O que sai do jornalismo de investigação tem de ser uma verdade que resiste ao tempo”, http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1419174&seccao=Media

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