Internet … das Coisas !?

Um cajado ou a internet?

A Internet nasceu para ficar. Dos computadores, aos tablets ou telemóveis, a Internet domina o quotidiano da maior parte dos seres humanos mas será que pode ser adaptada aos animais? A Internet das Coisas diz que sim.

Um pastor tradicional pegava no seu cajado e de boina no alto da cabeça guiava as suas ovelhas aos campos de pasto. Na hora de voltar à quinta, o cão era o seu melhor conselheiro. Hoje … os tempos são outros e Amadeu Neto parece ter-se rendido às novas tecnologias. Quinze são as ovelhas irrequietas que o proprietário da queijaria de Ribeira de Alpreade controla através de coleiras eletrónicas com ligação à Internet. Um simples sinal de rede faz toda a diferença. Mas, em Maio o projeto-piloto pode conhecer mais ovelhas do rebanho através de uma parceria com a tecnológica portuguesa Sensefinity.

Mas… as novidades não acabam por aqui. A pensar no ambiente, as ovelhas ficam habilitadas a uma coleira autossuficiente em termos energéticos, isto porque “vão ter uma superfície fotovoltaica (deixa de ser necessário trocar pilhas).”

Internet of Things, um conceito que já não é novo mostra que revolução tecnológica se está a adaptar ao quotidiano das pessoas, “invadindo” as suas casas, na cidade ou no campo. Hoje, está também a chegar às empresas e é marca permanente em quase todos os setores da vida económica.

Economia a crescer com a Internet das Coisas ? 

De acordo com Emanuel Agostinho, “existe uma expectativa real de que uma nova vaga de inovação tecnológica possa vir a revitalizar a economia global.” A Internet das Coisas ou Industrial Internet of Things (IIoT) parece estar a responder às necessidades. A criação de novos mercados com o desencadeamento de uma nova era de serviços de inovação e a capacidade de gerar novos “fluxos de receita aos fabricantes e aos fornecedores dos sectores industriais” são fatores-chave para a aposta nesta alavanca de desenvolvimento.

Um estudo recente realizado pela Accenture revela que “o impacto irá estender-se a dois terços da economia mundial, podendo vir a contribuir com mais de 14 mil milhões de dólares para as 20 maiores economias do mundo durante os próximos 15 anos.”

O GPS, a Via Verde ou as apps de serviços de saúde nos smartphones têm o dom de facilitar a vida a muitas pessoas mas será, a Internet das Coisas, potenciada em larga escala?

Verdade seja dita que em muitas empresas a eficiência, a gestão do risco e a redução dos custos são fatores prioritários no uso desta tecnologia. Muitas organizações não estão preparadas para investir a 100% nas oportunidades que o mundo digital oferece. Estas oportunidades “passam pela automatização das tarefas do dia-a-dia, mas também pela criação de novos mercados permitindo aos profissionais desenvolverem tarefas mais complexas. Tal permite não só criar novas categorias de empregos, como aumenta o grau de sofisticação dos postos de trabalho, inspirando uma maior colaboração, fundamental na economia de resultados.”

Em muitos países as condições não estão criadas para avançar. A revitalização da economia precisa de um “empurrão” para colmatar diferenças.

Entre as áreas-chave apontadas para que a Internet das Coisas possa ser uma força impulsionadora da produtividade e do crescimento é importante referir: os líderes empresariais e governamentais devem “investir em novas competências que se adaptem a um ambiente de trabalho que concilie cada vez mais a dimensão humana e digital.”

Um passo para a inteligência artificial

A 10 de Janeiro de 2015, Las Vegas recebeu a Consumer Electronic Show (CES), a maior feira de eletrónica de consumo do mundo. À semelhança dos anos anteriores os computadores portáteis, os telemóveis, os tablets, os relógios inteligentes, as impressoras 3D, os drones domésticos e as televisões de alta definição marcaram presença. Contudo, as grandes marcas centraram-se na venda de um conceito aos consumidores: “Um mundo futurista em que todos os equipamentos (do fogão ao automóvel) estão ligados à Internet, podem ser controlados à distância, comunicam entre si e são dotados de alguma inteligência artificial.”

De acordo com o presidente da multinacional sul-coreana de Boo-Keun Yoon a internet das coisas refere-se a pessoas e não a coisas porque se adapta às características e à forma como as pessoas interagem e “se movem no seu mundo.”

Já pensou poder usufruir de Internet anytime, anywhere?

Pois bem o executivo sul-coreano prevê que até 2020 a Internet faça parte de todos os dispositivos eletrónicos da sua marca, desde televisões a telemóveis, passando por frigoríficos e equipamentos de ar condicionado.

Mas as inovações não param e a revolução tecnológica pode também chegar aos carros e às casas.

Já imaginou poder poupar energia e em simultâneo ter um termostato inteligente que sabe quando se está a dirigir para casa e colocando-a à temperatura ideal? Já pensou que um piscar de olhos ou um gesto podem gerar dados nas portas do seu carro, como se estivesse à frente de um ecrã de computador? Já ponderou a hipótese de ter um carro que reconheça as suas características físicas e ajuste o banco ao seu gosto e medida? Se sim, a Nest, a Mercedes e a Audi, foram mestres na utilização da Internet das Coisas para promover o seu bem-estar e conforto e apresentaram as suas potencialidades no CES.

O mundo tecnológico está a evoluir e o futuro está a vista. A título de exemplo e como proposta tecnológica, já pensou que ter falta de visão pode não ser um problema? Basta um pequeno dispositivo no smartphone, no computador ou no ecrã de televisão que permita através do movimento dos olhos detetar o seu grau de visão e ajustar a imagem às suas necessidades.

Possibilidades que estão nas mãos de grupos empreendedores, tecnologicamente aptos a criar, capacitados para inovar, habilitados para experimentar. E não se esqueça que um pequeno passo pode significar uma grande mudança.

Fontes consultadas:

http://expresso.sapo.pt/a-grande-invasao-da-internet-das-coisas=f918253

http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/transformar-o-crescimento-economico-com-a-internet-das-coisas-1691159

http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/empresas-foram-a-las-vegas-vender-a-internet-das-coisas-1681757?page=-1

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