7 passos para salvar o jornalismo de qualidade

Não é novidade que qualidade da informação jornalística tem sofrido com a própria evolução tecnológica. Até os novos modelos de negócio também mudaram a indústria dos media e trouxerem vários desafios. E é por isso que Johanna Vehkoo sentiu a necessidade de desenvolver um artigo científico intitulado “What is quality journalism and how it can be saved” onde propõe sete formas de salvar o jornalismo de qualidade.

Tudo começa quando olhamos para a crise dos media como uma oportunidade de recuperar o objetivo primordial do jornalismo. O segredo está na necessidade dos media se reinventarem e definirem o propósito do seu tralho. Será que se devem comprometer como um serviço público em detrimento de interesses privados? Será que se devem definir como um meio de referência Neste ponto, a honestidade revela-se essencial para recuperar os princípios e valores mais importantes do jornalismo. Nas palavras de Vehkoo “journalism needs to renew its core purpose as a public service, because if it fails to do so, it may well become obsolete”.

Em segundo lugar, o conteúdo deve tornar-se uma prioridade em detrimento de interesses económicos e modelos financeiros. Se um meio está a considerar levantar uma paywall no seu site que obriga os leitores a pagar uma subscrição, então é obrigatório oferecer um conteúdo de qualidade que as pessoas estejam dispostas a pagar. Um exemplo que o Público não seguiu à regra e, por isso, tem perdido um número considerável de leitores. Já em terceiro lugar, a autora recorda a importância de cada meio valorizar as suas qualidades para se diferenciar da concorrência. Em vez de tentar agradar a todos, o segredo passa por adquirir uma base de leitores fiéis.

Para salvar o chamado “quality journalism” também é essencial recuperar a definição de jornalismo como algo relevante e indispensável. Isto é, valorizar o jornalismo como uma atividade profissional que verifica fontes, confirma factos e de relata informações com objetividade, rigor e exatidão ao contrário do jornalismo participativo que encontramos todos os dias em blogs e nas redes sociais. E é por isso que, em quinto lugar, Johanna Vehkoo apela à especialização dos jornalistas. “Who are the people who can produce the kind of journalism that will make your medium stand out?”. Uma pessoa que conheça a estrutura, funcionamento, uma rede de pessoas na área e que possa dar informações que outras pessoas não teriam acesso.

Mas não fica por aqui. Afinal só podemos salvar o jornalismo de qualidade se investirmos nela. E só os meios de comunicação que seguirem estes passos vão conseguir sobreviver. Tudo porque “gossip, celebrity news, and links to cute animal videos are everywhere, but smart and interesting journalism is harder to find”. Em sétimo e último lugar, o futuro do jornalismo passa pelo mundo online e os jornalistas tem de deixar de pensar que a word wide web está a destruir a profissão. Muito pelo contrário. Está a atrair novos leitores e as pessoas nunca estiveram tão sedentas por notícias. Cabe a nós, futuros jornalistas, determinar um futuro de qualidade para esta profissão que do dia para a noite pode ser tão escrutinada como aplaudida.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s