O que procuram os empregadores?

Quase todos os jornalistas de hoje e aspirantes a sê-lo, um dia, já deverão estar familiarizados com a expressão “Jornalista MacGyver”. Mais do que uma expressão, surge como um conceito: “Jornalista MacGyver” é aquele que corresponde em pleno às exigências do mercado de trabalho atual e ao sistema de convergência que, cada vez mais, se impõe nos media. É um jornalista que, além de cumprir com as suas obrigações profissionais e deontológicas, é capaz de dominar todas as áreas e sabe utilizar toda uma panóplia de recursos multimédia para enriquecer o seu trabalho, quer seja vídeo, áudio ou outro tipo de vertente. Ou seja, alguém que compile em si todas as capacidades necessárias num meio de trabalho como são os órgãos de comunicação.

No entanto, como estudante de Jornalismo, tenho sido encorajado a tentar destacar-me numa área. Política? Economia? Desporto? O que importa é ser capaz de me evidenciar numa editoria específica, visto que os os órgãos de comunicação procuram especialistas em todas as áreas para que se possam destacar a vários níveis.

Ora, assim sendo, podemos dizer que estamos na presença de uma antítese. Na era do jornalismo multifacetado, procuram-se especialistas? É uma questão pertinente, mas de resposta algo simples, na minha opinião. Porque não juntar as duas dimensões numa só? No fundo, julgo que aquilo que os empregadores no setor dos media procuram são profissionais que saibam “um pouco de tudo” (isto é, incorporem os parâmetros que definem o “Jornalista MacGyver) mas que se saibam destacar numa determinada editoria. Por exemplo, alguém que saiba editar vídeo e som e que, ao mesmo tempo, acabe por se fixar numa determinada secção de um jornal, porque domina a área a que essa secção corresponde, acima de todas as outras.

Assim, julgo que cada vez mais, a convergência e a especialização se relacionam. Nas faculdades e escolas de comunicação já preparam os estudantes para este futuro (e porque não presente?), com uma oferta cada vez maior de conteúdos multimédia nas unidades curriculares e seminários. Vivemos na era da convergência, mas não podemos esquecer aquilo em que cada um se destaca realmente. Porque é aí que se decide quem ocupa cada lugar dentro de uma redação.

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