Estereoscopia na Capital Portuguesa

No passado dia 16 de Abril, o Arquivo Municipal de Lisboa abriu as suas portas à segunda edição da exposição estereoscópica em Portugal. O evento que reúne algumas imagens originais bem como estereoscopias em formato digital intitula-se “A fotografia estereoscópica em Portugal e o desejo do 3D”.

Já apresentado em Leiria, conta com a participação do Centro de Investigação, Media e Jornalismo (CIMJ) e do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (CECL). Os apreciadores e os mais curiosos têm a oportunidade de conhecer esta arte até 27 de Junho de 2015.

Para além do Arquivo Nacional da Torre do Tombo e do Centro Português de Fotografia também o Museu do Cinema, o Museu da Cidade da Câmara Municipal de Lisboa, o Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, o Museu da Ciência da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e o Ecomuseu do Seixal contribuíram para a concretização do projeto.

A tecnologia da imagem que permite conferir tridimensionalidade e volume aos objetos representados por meio de duas imagens evidencia as potencialidades do cérebro humano. A visualização das 11.500 imagens selecionadas tendo por base fundos de fotografia estereoscópica de museus e arquivos públicos nacionais é apenas uma parte da viagem pela exposição. A segunda parte dá a conhecer, através de ecrãs digitais contemporâneos, imagens em negativo de autores portugueses como Alberto Marçal Brandão e Aurélio Paz dos Reis.

Esta exposição é resultado do primeiro estudo realizado em Portugal no âmbito do projeto de investigação Cultura Visual Estéreo, do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em parceria com o arquivo de Lisboa e o ‘m|i|mo — museu da imagem em movimento’, em Leiria.

Charles Wheatstone, um cientista escocês, foi pioneiro no desenvolvimento desta tecnologia, mais conhecida por 3D, em 1839. O protótipo ainda aplicado ao desenho tornou-se público e foi alvo de estudo por parte de vários cientistas. As tentativas de adaptação da estereoscopia à fotografia estão patentes no visor estereoscópico de Brewster, que se popularizou em 1849. Mas o século XIX e as primeiras três décadas do século XX ditaram novas modas: a comercialização de cartões para visores e o fabrico de câmaras com duplas objetivas.

Exposição em Leiria

Fontes consultadas: 

http://www.cimj.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1257%3Aa-terceira-imagem-uma-exposicao-da-fotografia-estereoscopica-em-portugal&catid=27%3Anoticias-externas&Itemid=162

http://observador.pt/2015/04/12/terceira-imagem-exposicao-da-fotografia-estereoscopica-portugal

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=820278&tm=4&layout=121&visual=49

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