Paradigma do jornalismo digital

Os meios de comunicação de massa sofrem do efeito de inovações capazes de romper com os modelos que há pouco tempo pareciam consolidados, uma vez que existe possibilidade de que os jornais ou emissoras de televisão tal como conhecemos venham a desaparecer.

Vive-se um período de incertezas em relação ao futuro dos media, o próprio conceito de comunicação de massas precisa de ser revalidado pois as tecnologias digitais permitem ao recetor das mensagens uma posição muito mais ativa com muitas opções para selecionar as mensagens que deseja receber. O recetor já não se senta passivamente diante da TV, ou abre um jornal para consumir as mensagens que os gatekeepers prepararam para ele naquela edição, ou naquela hora. O recetor tem o controlo, o poder de ter acesso a uma infinidade de fontes sem a barreira tempo e espaço (Alves, 2006, p.96).

É urgente haver sérias transformações nos media uma vez que é fundamental para a sobrevivência das empresas de comunicação que estas passem a ser emissores multimédia, porque a Internet pode ser Rádio, Televisão, Jornal e Revista tudo ao mesmo tempo.

A esmagadora maioria dos jornalistas que trabalha na área do online (90,2%), considera que a web é um novo meio de comunicação social (Canavilhas, 2006, p.116). Esssa é uma das grandes razões que levariam os consumidores a pagar informação online e, entre elas, destacam-se a personalização da informação, o desejo de aceder a informação com suporte multimédia, a atualização permanente da informação e a possibilidade de trocar informação com jornalistas.

Para Barbosa, o futuro do jornalismo, apesar de ser difícil de prever, deverá estar num espaço intermédio. A autora considera que a Internet não representa o fim do jornalismo e dos jornalistas, mas que está a modificar muitas práticas nas atuais redações.

A deontologia e o profissionalismo dos jornalistas continuarão a ser os mesmos; a forma como se investiga e constrói uma notícia terá semelhanças com o que se realiza hoje; a apresentação será diferente e os profissionais do setor terão de se adaptar às novas tecnologias (Barbosa, 2001, p.2).

Posso concluir que após ter estudado sobre o conceito de jornalismo digital que tenho uma opinião mais aprofundada e critica sobre o mesmo, quer seja como recetora de informação, quer seja como futura jornalista. É ainda relevante mencionar, que tanto a Internet como as novas tecnologias, são fundamentais para o desenvolvimento intelectual das massas. Penso que o facto de o público estar em constante interação com os media, ajuda não só aos órgãos de comunicação social, uma vez que passam a ter olhos e ouvidos em qualquer parte do mundo, mas também ao recetor, que agora tem importância, tem opinião.

O jornalismo digital tem trazido grandes mudanças ao longo dos anos e vai continuar a fazer alterações na vida do público e dos meios de comunicação, que a meu ver, são bastante positivas.

Fontes:

Alves, R. C. (2006). ‘Jornalismo digital: Dez anos de web… e a revolução continua’, Comunicação e Sociedade, Vol. 9-10, pp. 93-102

Barbosa, E. (2001). Interactividade: A grande promessa do Jornalismo Online. disponível em: http://www.bocc.ubi.pt

Canavilhas, J. M. M. (2006). ‘Do jornalismo online ao webjornalismo: formação para a mudança’, Comunicação e Sociedade, vol. 9-10, pp. 113-119

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s