O jornalismo nas Redes Sociais – O Twitter

Para este terceiro comentário resolvi manter-me na linha dos comentários anteriores e abordar o jornalismo nas redes sociais, mais precisamente o caso do Twitter, uma vez que este tema está enquadrado dentro do jornalismo digital e do jornalismo do cidadão.

O que é facto é que atualmente o recetor não aceita apenas a informação, deixa de ser passivo passando também ele a funcionar como emissor. As novas tecnologias abrem vias de partipação aos utilizadores, e os media acabam por sentir necessidade de uma maior aproximação para com as audiências. A internet faz com que a comunicação passe a ser de muitos para muitos, em vez de poucos para poucos, o que tem implicações para o público mais antigo e para nós produtores de noticia.

No entanto o que é facto é que o jornalismo requer niveis culturais e éticos, assim como capacidade de trabalho e síntese e precisão, fontes fidedignas numa estrutura adequada à profissão. A realidade foi alterada, é verdade, existem novos desafios, como por exemplo o enorme fluxo de informação que deve ser afunilado e tratado rigorosamente, ou a informação constante 24h por dia.

Para Recuero “rede social são pessoas, é interação, é troca social. São um grupo, compreendido através de uma metáfora de estrutura, a estrutura de rede. Os nós em rede representam cada indivíduo e suas conexões, os laços sociais que compõem os grupos. Esses laços são ampliados, e modificados a cada nova pessoa que conhecemos e interagimos” (Recuero, 2009, citado por Francisco, 2010, p.6). A mesma autora também menciona que as redes sociais na web potenciam e ampliam a possibilidade de conexão e a capacidade de difusão de informação, uma vez que no offline, a notícia de tal acontecimento não se propaga com tanta facilidade. Posto isto é possível referir que as redes sociais proporcionam voz às pessoas, uma maior construção de valores e um maior potencial para a disseminação de informação.

No caso do Twitter, a autora menciona o facto da publicação de links ser uma constante, assim como a republicação de tweets – retweets – estratégias que permitem que uma informação circule por diferentes redes sociais. Esta rede social conta com a utilização das hashtags – # – para organizar as informações, o que possibilita a recuperação de tweets sobre um determinado assunto muito mais rapidamente (Recuero e Zago, 2010, citado por Francisco, 2010, p.8).

Nesta rede social não existe a necessidade técnica de reciprocidade, os tweets podem ser postados e lidos na Web, através de SMS, ou a partir de aplicações, smartphones ou tablets, o que acaba por incentivar a publicação quase instantânea de fotos, mensagens com fim de obter respostas a outros usuários (Marwick and Boyd, 2010, citado por Francisco, 2010, p.10).

Para concluir, e porque faria aqui uma tese de mestrado se continuasse a abordagem a este assunto, é importante mencionar que as redes sociais estão aqui para ficar , e o Twitter é uma delas. Pode dizer-se que já fazem parte do nosso presente, não havendo somente um vislumbre do que poderia ser no futuro. Mais virão, e o paradigma do jornalismo nas redes sociais vai estar em constante alteração.

Francisco, K. C. (2010) “O jornalismo e as redes sociais: participação, inovação ou repetição de modelos tradicionais?” disponível em: PRISMA.COM n.º 12 – Especial Ciberjornalismo2010

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