“Explicação” jornalística

A era da internet veio trazer ao jornalismo uma espécie de “lufada de ar fresco”. Permitiu através das novas ferramentas digitais reestruturar o exercício da profissão, a produção da notícia, as fontes de informação, a audiência e a sociedade de uma forma geral. É claro que estas novas mudanças vieram não só melhorar as condições de trabalho como também novas implicações éticas, jurídicas para o jornalismo. Nomeadamente, através das redes sociais os jornalistas enfrentam em pleno século XXI sérios problemas ao nível ético e deontológico. Os jornalistas para além de jornalistas são pessoas que têm vida pessoal e como qualquer cidadão têm direito a ter o seu facebook ou twitter. O que na verdade acontece é que a credibilidade do jornalista está na “mira” dos seus seguidores e aquilo que for publicado será escrutinado de forma minuciosa pelos “amigos”/”cidadãos”. É preciso, naturalmente, da parte do jornalismo algum consenso e discernimento quando decide clicar no botão azul que diz “publicar” estando a carreira profissional do jornalista em cima da mesa.

As evoluções ocorrem também ao nível informático que trás aos jornalistas alguma agilidade e qualidade no processo de criação de modo a facilitar o trabalho. Facilidade que se reflecte também na forma como a audiência analisa e escrutina o trabalho do jornalista. Hoje em dia, as pessoas têm cada vez menos tempo para ler noticias e estar a par daquilo que se passa no país e no mundo. Esta falta de tempo reflecte-se na falta de informação e no desinteresse por algumas matérias. Torna-se pertinente e actual os media/jornalistas criarem conteúdos que consigam explicar às pessoas aquilo que se passa sobre um tema específico.

“Nesse contexto, a Internet adquiriu importância estratégica no modelo social forjado pela revolução tecnológica. Mais do que um protocolo informativo, a Internet transformou-se num espaço social e cultural que permite estabelecer a comunicação entre distintos tipos de rede. Constituí a base material da vida e das formas de relação com a produção, o trabalho, a educação, a política, a ciência, a informação e a comunicação” – http://www.bocc.ubi.pt/pag/bianco-nelia-internet-mudanca-jornalismo.pdf

Com base também nesta última citação, os jornalistas tendem a utilizar as ferramentas que têm ao seu dispor e com isso criar um conteúdo noticioso mais rico e inteligente. Hoje dou como exemplo o fenómeno dos “explicadores” que têm sido uma presença cada vez mais assídua nos meios de comunicação que resulta da crescente complexidade dos acontecimentos noticiosos. O “bombardeamento” noticioso que o cidadão comum enfrenta é enorme e por vezes fica desorientado e sem saber ao certo daquilo que se trata. É importante criar uma espécie de explicador para explicar de forma mais simples um tema que inicialmente parecia complexo.

Observador – http://observador.pt/explicadores/

O Observador é um bom exemplo mas existem muitos mais espalhados por Portugal e pelo mundo.

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