Big Data ao serviço do Jornalismo

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No decorrer das minhas pesquisas fui encontrando inovações jornalísticas que se serviam das técnicas de Big Data para a análise, interpretação e disseminação das informações. Neste sentido, considerei particularmente relevante não indicar apenas um mas quatro projetos.

1. Doing Journalism with Data: First Steps, Skills and Tools

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O primeiro projeto apresentado refere-se a um curso online de cariz introdutório ao jornalismo de dados. A gratuitidade e o facto de ser monitorizado por cinco especialistas dita parte do seu sucesso. Para além disso, está acessível a qualquer indivíduo, desde que este tenha acesso à internet e esteja disposto a aprender como contar estórias através dos dados.

A última edição decorreu entre 19 de Maio de 2014 e 31 de Março de 2015 e visou dar os primeiros passos na aprendizagem dos conceitos e técnicas deste tipo de jornalismo. Recorrendo ao vídeo, a leituras e a fóruns de discussão, o curso visa abordar as seguintes temáticas:

  • Módulo 1 – Jornalismo de dados na redação
  • Módulo 2 – Encontrar dados para contar estórias
  • Módulo 3 – Encontrando ideias para a estória através da análise de dados
  • Módulo 4 – Lidando com a desarrumação dos dados
  • Módulo 5 – Contar estórias com visualização

Um curso de Jornalismo de dados ou Massive Open Online Course (MOOC) tem o intuito de preparar mais jornalistas, editores e designers para o correto uso dos dados. Contando com a iniciativa do European Journalism Centre e do Data Driven Journalism e tendo o patrocínio do Google, do Ministério da Educação, Cultura e Ciência, da AMI (African Media Initiative) e do The World Bank, o curso iniciou a sua atividade em 2010 e permitiu desenvolver o livro online Data Journalism Handbook.

Em contacto com o Web Project Manager, Arne Grauls, tomei conhecimento que o curso teria nova edição dentro de um ou dois meses. Contudo, e para permitir o acesso em primeiro mão à informação de relançamento de uma nova edição do curso foi-me indicado o seguinte link: http://notifyme.learno.net/.

Fonte: http://datajournalismcourse.net/course.php

2. The Upshot 

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O segundo projeto chama-se TheUpshot e tem como fundador o The New York Times. Nasceu em 2014 e caracteriza-se por ser um site que conjuga reportagens explicativas com reportagens baseadas em dados. Contando com David Leonhardt como editor, o Upshot concorre com outros sites como o Wonkblog, do Washington Post e o Datablog, do The Guardian, e promove a análise de notícias complexas, como o Obamacare, através da visualização de dados. A clareza do discurso e a atratividade da mensagem veiculada são dois dos seus principais objetivos.

Fonte: http://www.nytimes.com/upshot/?_r=0

3. Big Data Analytics

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O terceiro projeto aborda uma inovação que começou a ser desenvolvida há um ano mas apenas em agosto de 2015 ficará concluída. O Twitter, criou o seu próprio Big Data analytics a fim de se tornar cada vez mais independente.

O projeto surgiu com a aquisição da Gnip, fornecedora mundial de dados sociais e de acordo com Zach Hoffer-Shall, responsável pelo ecossistema do Twitter, visa melhorar a relação com os consumidores. A transformação e análise dos dados obtidos, reforçando a organização da informação, tem sido cada vez mais prioritário para o sucesso das empresas que se servem desta tecnologia.

4. Soccial 

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O quarto projeto dá-nos a conhecer a primeira rede social portuguesa. Apresentada oficialmente ao mercado a 23 de Março de 2015, teve como principal objetivo a criação de um “conceito misto de rede social, portais sociais e um conjunto de funcionalidades que permitem ao utilizador encontrar, conectar-se e interagir com tudo o que está à sua volta.”

Em processo de criação desde 2013 e em teste há alguns meses, a SOCCIAL, chegou ao mundo online para permitir encontrar de forma fácil, rápida e sem custos associados o melhor conteúdo da internet. Associando-se aos gostos, personalidade e localização do utilizador, a rede social serve-se das potencialidades da tecnologia Big Data para digerir, interpretar, assimilar, compreender, agrupar e contextualizar dados, simplificando a forma como os indivíduos interagem na e com a plataforma.

Os seus criadores, Paulo Rodrigues, de 35 anos, Isabel Pinto, de 27, e Joana Coelho, de 22, prometem aliar as funcionalidades características de uma rede social, “o acesso aos perfis pessoais, amigos, fotografias, vídeos, feeds”, à conexão do individuo ao mundo real. Mas o segredo do sucesso é em parte revelado: “os utilizadores ajudam-nos a arrumar toda a informação e nós fornecemos um conjunto de funcionalidades, totalmente grátis, para facilitar o seu dia-a-dia.”

Fonte: http://www.soccial.com/

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