Jornalismo nos dispositivos móveis

Ao longo dos últimos anos a sociedade tem assistido à propagação de dispositivos móveis. O telemóvel, o computador portátil (PC), agora os tablets e smartphones. Estes não só vieram mudar a forma de receber informação, mas também a maneira como nos relacionamos com as notícias.

A forma como temos acesso à informação a partir destes mesmos gadgets, permite que os jornais online adotem uma forma de relatar acontecimentos que seja mais personalizada a cada leitor. Num smartphone temos acesso a GPS, câmara fotográfica/vídeo, gravador, entre tantas outras aplicações. Este tipo de tecnologia, enriquece os conteúdos noticiosos. A realidade aumentada, é um bom exemplo dessa melhoria/desse enriquecimento uma vez que essa se liga com a opção de colocar ‘camadas’ de informação online sobre imagens reais, captadas no momento, acrescentado o facto de que pode estar em constante atualização. Basicamente este conceito trata-se de um processo de sobreposição de elementos virtuais sobre imagens reais captadas por uma câmara, como por exemplo a sobreposição de linhas imaginárias para mostrar os fora de jogo no futebol.

É importante ainda mencionar o facto dos conteúdos jornalísticos para dispositivos móveis, acabam por ser semelhantes com os conteúdos criados para a web, dado que são partilhados no mesmo canal de distribuição. Os conteúdos acabam por ser idênticos, mas com uma formatação diferente, tendo em conta a plataforma em que vai ser inserido. Como refere Canavilhas, existem, para quem consome informação em dispositivos móveis, quatro formatos: o pdf, a versão web, a versão web mobile ou as chamadas apps (aplicações nativas) (Canavilhas, 2013, p.4).

Mencionando o foco do comentário presente, a sociedade tem assistido à ‘minimização’ dos telemóveis e smartphones, assim como os preços destes equipamentos e das comunicações móveis tem tornado, estes aparelhos o mais acessíveis possível a um maior número de utilizadores/consumidores. A nível de curiosidade, tanto smartphones como tablets estão no topo de vendas de equipamentos eletrónicos, e são, desde 2012 os produtos mais desejados e vendidos no Natal.

Por fim e para concluir pode-se dizer que o conceito de realidade aumentada pode oferecer às empresas de comunicação social novas formas de diferenciar e tornar mais rica o formato das notícias. Os gadgets móveis fornecem, a possibilidade de personalizar a publicidade, o autor menciona mesmo, “a exploração deste potencial é fundamental para os que pretendem sobreviver neste novo ecossistema mediático” (Canavilhas, 2013, p.6).

Canavilhas, J. (2013) “Jornalismo móvel e Realidade Aumentada: o contexto na palma da mão”. Universidade da Beira Interior; Verso e Reverso, XXVII(64):2-8, by Unisinos – doi: 10.4013/ver.2013.27.64.01 ISSN 1806-6925dispositivos_moveis

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