O Facebook à conquista dos media

Snapchat, Vine e Pinterest. Três redes sociais que estão a dar passos largos no mundo do jornalismo e prometem revolucionar o mundo dos media. No entanto, o Facebook continua a ser o principal veículo de partilha e divulgação de notícias. Esta rede social criada por Mark Zuckerberg tem uma enorme influência nos meios de comunicação social e no seu próprio futuro. E é por isso que o Facebook acaba de lançar uma nova aplicação direcionada à visualização de notícias em suportes mobile. Intitulada “Instant Articles”, esta app vai permitir a visualização de conteúdo jornalístico no telemóvel ou tablet de forma mais rápida e interativa onde os artigos irão conter “características para melhorar a experiência de leitura do utilizador e trazer as histórias à vida”.

À semelhança do Snapchat, a aplicação irá ter como parceiros o New York Times, a National Geographic, o BuzzFeed, a NBC News, a The Atlantic, o The Guardian, a BBC News, a Spiegel Online e o Bild. E num piscar de olhos, os artigos carregam de forma automática e permitem uma maior interatividade através da ampliação de fotos de alta resolução com gestos simples e da visualização de vídeos automaticamente à medida que lê a notícia. Segundo o site oficial do Facebook ainda é possível “explorar mapas interativos, ouvir legendas audio e até mesmo gostar e comentar partes individuais de um artigo”.

O que começou com um problema (para visualizar uma notícia na aplicação móvel do Facebook espera-se cerca de 8 segundos) deu origem aos artigos instantâneos. O objetivo principal é entrar no mundo do jornalismo e usar a imprensa como fonte de conteúdo para todos os artigos. E engane-se quem pensa que os meios de comunicação social não ganham o seu lucro com a publicidade apresentada em cada um dos seus artigos. A receita gerada por anúncios negociados pelo media que publicou o conteúdo vai, integralmente, para a mesma. Já o total dos anúncios acordados pelo Facebook é dividido entre a entidade e a rede social.

No entanto, a problemática não fica por aqui: a contagem de pageviews vai diretamente para o Facebook. A solução passa por ceder aos editores o acesso aos dados sobre os leitores numa espécie de dashboard (à semelhança das pages do Facebook). Agora resta-nos esperar que o número de parceiros aumente significativamente e que os meios em Portugal se prepararem para a chegada de uma das maiores mudanças no jornalismo. Afinal de contas, o futuro está aí e o Facebook está pronto a conquistar o mundo dos meios de comunicação social em todo o mundo.

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