O Jornalismo Digital em números

Michael Barthel, do Pew Research Center for Journalism & Media, publicou um fact sheet sobre o jornalismo digital americano em Abril deste ano. São alguns dados interessantes para refletir sobre os desafios do jornalismo actual.

A introdução relata como a circulação de jornais sofreu uma queda em 2014. A análise dos gráficos permite compreender que a circulação de jornais sofreu uma queda pronunciada em 2010, e marca um pico em 2013. O ano de 2014 pauta-se por uma recaída preocupante.

As receitas provenientes diretamente da circulação subiram, no entanto, a publicidade continuou a sofrer quebras. As receitas da publicidade no sector digital (+ 3 %) não compensam os resultados nos jornais impressos (- 5 %). Para o autor, estes factos contradizem a noção generalizada da migração para o digital.

A maioria das visitas às páginas dos principais jornais e aplicações associadas resulta de acessos via mobile e não desktop. Pouco previsível seria a média de tempo gasta por cada leitor nos websites: apenas três minutos.

O autor explica como muitos dos grupos económicos fazem uma distinção deliberada entre as secções de jornalismo impresso e jornalismo digital, televisivo e radiofónico. Esta tendência pretende proteger os restantes formatos das consequências das fragilidades da imprensa.

Os investimentos feitos nos media também decresceram. As redações diminuíram, no entanto o ritmo da queda tem abrandado. Em 2008 registou-se um decréscimo de 8% no número de jornalistas, em 2012 o valor foi de 6% e em 2013 uma queda de 3% traduz-se num total de 36,700 jornalistas ativos nos Estados Unidos da América. É com algum ceticismo que leio estes resultados. A manutenção do ritmo de diminuição das redações tornaria impossível a prática do jornalismo: existirá um mínimo indispensável para manter uma redação em funcionamento e mesmo que todos os “extras” sofressem cortes, é sempre necessário um período de adaptação. Penso que estas premissas justificam os valores registados.

No mesmo artigo, o autor analisa os 25 jornais digitais com maior tráfego nos Estados Unidos da América. A maioria corresponde aos principais jornais americanos, no entanto, existem algumas exceções. Cinco dos nomes na lista são publicações sediadas no Reino Unido: o Daily Mail online (que surge em 3º lugar); The Guardian (5º lugar); The Telegraph (10º lugar); The Mirror (12º lugar) e The Independent (14º lugar). Os primeiros cinco registos americanos são: USA Today (1º lugar); NY Times (2º lugar); Washington Post (4º lugar); NY Daily News (6º lugar) e LA Times (7º lugar).

As diferenças de tráfego registadas entre a página USA Today (54,548 visitas) e a página Daily Mail (51,108 visitas) é de apenas cerca de 3 mil visitas. O Washington Post surge na ordem das 47 mil visitas, enquanto o The Guardian atinge cerca de 28 mil visitas.

Referências:

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