Arizona Storytellers

Talvez todas as grandes ideias nasçam de uma experiência. É o caso dos Arizona Storytellers.

Há quatro anos, Megan Finnerty decidiu arriscar e organizar uma noite de open mic journalism. Num ambiente intimista, o objetivo era juntar colegas do The Arizona Republic, e convencê-los a partilhar as suas histórias. Reunidas 70 pessoas, Megan sabia que teria de entrar em palco para conseguir compor uma equipa coesa de storytellers.

Hoje, os eventos esgotam e com a participação de 150 a 250 pessoas são raras as noites em que Finnerty é chamada ao palco para compor o cartaz da noite.

It’s a program that takes some lessons from the rise of popular storytelling series like The Moth or Mortified, which invite everyday people in to share their — sometimes heartwarming, other times hilarious — personal tales.

Este pequeno projeto experimental é atualmente uma das principais ferramentas de bonding entre o The Arizona Republic e o público. As receitas de bilheteira são suficientes para cobrir todos os custos dos 16 eventos anuais e ainda algumas despesas do jornal.

The Arizona Republic descobriu uma receita para criar laços com o público e parceiros. Os eventos dos Arizona Storytellers nasceram de uma experiência incerta e transformaram-se numa inteligente jogada de Relações Públicas para o jornal.

Media companies around the world are busy developing event strategies on all levels, and while Arizona Storytellers has helped the Republic create new lines of revenue, it has also created stronger ties to the community. The program has not only put the paper in front of new audiences, but created new relationships with businesses, the local NPR affiliate, and the local community college.

O mais importante é que este projeto recorda-nos que o jornalismo funciona em duas faces que não se podem desenlaçar: a perspetiva empresarial em que é importante atentar aos fatores económicos do jornalismo, e a perspetiva fundamental do jornalismo que se sustenta no storytelling mais genuíno possível. Esta simbiose é quase paradoxal no sentido em que a perspetiva empresarial se alimenta da genuinidade do storytelling e que este último consagra o aspeto empresarial do jornalismo.

Referências:

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