Fotojornalismo nas asas do Condor

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Onde está o fotojornalismo português?

João Pina será um dos nomes que mais se tem falado. O fotojornalista retrata a Operação Condor num livro lançado em Fevereiro. «Condor – o plano secreto das ditaduras sul-americanas» é o resultado de quase dez anos de trabalho na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, sobre o massacre das ditaduras sul-americanas nos anos 70 e 80.

As fotografias são um «tributo à memória das vítimas da Operação Condor, um plano militar secreto instituído em 1975 por seis países latino-americanos, governados por ditaduras militares de extrema-direita, para eliminar a oposição política.»

O vazio da morte de cerca de 60.000 pessoas é retratada por João Pina num estilo intimista, direto e incomodativo – uma expressão a preto e branco do belo horroroso que alerta para as consequências de um massacre pouco explorado.

Este livro está esgotado, mas será caso único de sucesso? Que outros fotojornalistas têm tido o devido reconhecimento nos dias que correm?

Uma pesquisa rápida revela que os primeiros artigos referentes ao fotojornalismo português datam de 2010. Paulo Pimenta foi o vencedor do Grande Prémio Internacional de Fotojornalismo, enquanto o fotojornalista Nelson Garrido do Público venceu na categoria Notícias.

Não será a fotografia uma componente essencial do jornalismo? Será necessário publicar um livro para o fotojornalismo ser valorizado?

Referências:

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