Mês: Junho 2015

“MATAR E MORRER POR ALÁ”

O bem conhecido site multimédia do Expresso, “Matar e morrer por alá, cinco portugueses no Estado Islâmico” acompanha a radicalização destes portugueses, que saíram de Portugal para Leyton, em Inglaterra, uma cidade com uma grande comunidade muçulmana. Em Leyton, começou a radicalização, o que levou-os a combaterem na jihad, na Síria.

A par deste extremismo islâmico, assiste-se a um “extremismo online”, pois muito do recrutamento que se faz para a jihad é feito através da internet, pelo Facebook e Twitter. A internet chega onde outros meios de comunicação não chegam e, como não conhece fronteiras, é utilizada pelos recrutadores de jihadistas. O youtube é outro canal utilizado, pois são colocados vídeos de propaganda que facilmente chegam a qualquer ponto do mundo.

Uma das tácticas utilizadas pelos guerrilheiros tem sido a de colocar na internet os vídeos de decapitação feitos aos reféns, bem como é de salientar um tweet, anterior à decapitação de James Foley, com o seguinte conteúdo “Mensagem para a América. O Estado Islâmico está a fazer um novo filme. Obrigado pelos actores”.

Entre os jihadistas é comum haver partilhas de fotos e vídeos nas redes sociais. Dos protagonistas do site multimédia, destaca-se que Edgar passou de recrutado a recrutador através de “chats” de Facebook, onde tentou aliciar portugueses, ou o “exemplo” de Celso, que, com o cognome de Abu Issa-Andaluzi, divulgou um vídeo no youtube, com a cara tapada e com uma AK-47 na mão, a fazer a um apelo à jihad.

A internet vê-se assim numa difícil posição, servindo de meio a um extremismo que parece imparável. Mas o mesmo meio que serve para difundir o problema, pode também ser o meio para difundir a solução, ainda que esteja longe de ser alcançada.

Referência:

http://expresso.sapo.pt/especiais/jihad/PT/matar-e-morrer/index.html

AS SMS NO MUNDO DOS TRIBUNAIS

Que as sms (short message service) já proliferam há largos anos na comunicação não é novidade. Talvez também não seja novidade que sejam enviadas em qualquer sítio, mesmo nos mais solenes, o que não equivale a dizer que sejam sempre aceites. Recentemente foi anulada uma sentença do BGB, um tribunal federal alemão, em virtude de terem sido enviadas sms’s pela juíza durante o julgamento. Neste caso, de Frankfurt, a audiência ter-se-ia prolongado mais do que seria esperado, o que levou a juíza a enviar sms’s para uma babysitter, bem como a verificar as chamadas do telemóvel, enquanto que uma das testemunhas falava durante cerca de dez minutos. Face à situação, os réus, que acabaram condenados, recorreram da sentença, pelo que o julgamento irá ser repetido. O tribunal superior deixou explícito que os “telefones móveis não têm lugar na sala de audiência”.

A nossa convivência com telemóveis e as suas funcionalidades pode fazer parte do quotidiano, mas não deve fazer as pessoas deixarem de desempenhar o seu trabalho com a máxima ética possível. Neste caso, não apenas porque o tribunal é um local solene e que merece respeito – na medida em que é palco do julgamento das pessoas – mas porque interfere com o desempenho da profissão da utilizadora do telemóvel.

Referência:

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-06-22-Condenacao-anulada-por-juiza-ter-enviado-SMS-durante-julgamento

PEPPER – UM ROBÔ EMOCIONAL

O Japão gosta sempre de estar um passo à frente em tecnologia e acabou de lançar o robô Pepper, cujo objectivo é ler as emoções humanas e cuidar do seu interlocutor. O Pepper consegue reconhecer os tons de voz e expressões faciais e tem uma rede de sensores e câmaras que o faz ler as emoções e conseguir interagir. As suas emoções são visíveis através de um tablet, colocado no seu tronco.

Cada robô ronda os 1.400 euros e, em cerca de um minuto, esgotaram-se os 1000 robôs disponíveis para venda. Já esperávamos que estes dias chegassem – os dias em que robôs assemelhados a pessoas figurassem no mercado a preços competitivos. Mas irão competir com o quê? Com as pessoas? Como se cada um de nós tivesse também um valor monetário incorporado…Por muito que a ciência avance e não consigamos deixar de nos seduzir pelas “maravilhas” que pode proporcionar, a sociedade não pode deixar de pensar sobre o assunto, ter o trabalho de pensar sobre o que nos faz esgotar num minuto um robô que consegue ler emoções, quando temos em nosso redor inúmeras pessoas com essas e mais capacidades.

Referência:

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4638106

VENIAM – REDE WIRELESS EM MOVIMENTO

A Veniam é uma startup que pretende alterar a forma como os passageiros se relacionam com os transportes públicos, transformando um autocarro ou um comboio num ponto de acesso à internet. A ideia foi criar a “internet em movimento”, utilizando a conectividade entre os veículos, objectos móveis e utilizadores finais para ampliar a cobertura wi-fi. O primeiro projecto desta startup colocou em funcionamento um rede de 404 veículos no Porto.

A empresa, que entende que a tecnologia que utiliza é disruptiva pois assenta em pontos móveis e não fixos, já partiu do Porto para os E.U.A., designadamente na Califórnia, onde também têm sede. Mostra-se assim que, mesmo para os tradicionalmente enfadonhos transportes públicos, a internet pode ser um condutor de ideias.

Referência:

http://www.dinheirovivo.pt/Faz/Ideias/interior.aspx?content_id=4634015

A CHEGADA DO NETFLIX

Foi recentemente divulgado que, em Outubro, vai chegar a Portugal o Netflix, ou seja, um serviço de televisão por internet, de empresa norte-americana com o mesmo nome. Em bom rigor, esta plataforma, que vai disponibilizar conteúdos internacionais mas também nacionais, é um serviço que funciona por recomendação, pois tem um menu, com categorização de conteúdos e será o telespectador a criar o seu próprio perfil. Depois, seguem-se recomendações da plataforma, de acordo com pesquisas já feitas, procurando oferecer ao telespectador o que ele quer, no momento em que quer.

A internet marca assim mais pontos, também na televisão. Quando pensamos que a internet é o “novo” modelo, quando confrontada com os modelos tradicionais de televisão, rádio e imprensa, não podemos esquecer que estes mesmos se reinventam e podem procurar utilidade na internet, como é este caso do serviço de televisão por internet ou, como eles gostam de ser chamados, “o canal de tv por internet”.

Referência:

http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=4634060

“DRONE JOURNALISM LAB” – EXEMPLO NORTE-AMERICANO

Nos Estados Unidos da América foi criado o “Drone Journalim Lab”, em 2011, pela Faculdade de Jornalismo da Universidade de Nebraska-Lincoln. O potencial dos drones – ou UAV (Unmanned Aerial Vehicle) – depressa foi percebido por esta faculdade e o seu Professor fundador Matt Waite, que pretendem desta forma envolver os seus estudantes, dando-lhes ferramentas para um dia utilizarem os drones como instrumento de trabalho no jornalismo, nomeadamente na reportagem.

A utilização de drones ainda não está regulamentada nos E.U.A. (bem como em muitos outros países pelo mundo), pelo que, por ora, os seus cidadãos regem-se pelas directrizes da FAA (Federal Aviation Administration), o que faz com que o seu uso esteja dependente de permissão desta entidade. Mesmo na vertente educacional, esta permissão tem sido exigida, tendo sido emitido um comunicado pela FAA para a Universidade de Nebraska-Lincoln, alertando para a necessidade de certificado de autorização para pilotar drones.

Com tantas restricções (ainda que sem força de lei) à aprendizagem de uma ferramenta que pode ser bastante útil a estes futuros jornalistas, será uma grande mais valia que os E.U.A. (e o mundo!) regulem o sector, por forma a que todos saibam como devem ser utilizados estes instrumentos, que tanto podem ajudar os jornalistas pela sua rapidez e precisão.

Referência:

http://www.dronejournalismlab.org/

NOVA INTERACÇÃO ENTRE JORNALISTA E LEITOR – BENÉFICA OU NEM TANTO?

A interacção entre o jornalista e o leitor é cada vez maior na internet, com a possibilidade de se fazer comentários a notícias e com a organização de “chats” e fóruns nos sites dos órgãos de comunicação social, para que os leitores tenham uma palavra a dizer. O leitor também tem a possibilidade de escolher as notícias que quer receber, alterando o paradigma, pois agora as notícias vêm ter com o leitor e não ao contrário, como acontecia nos meios tradicionais.

Esta “nova” interligação entre o emissor e o receptor, mais dinâmica, promove um maior rigor no trabalho jornalístico (pois o escrutínio é mais apertado), bem como uma maior aproximação aos leitores, por exemplo com a utilização de linguagem acessível a todos. No entanto, deverá fazer-nos pensar se não há agora uma maior preocupação de agradar ao leitor, que possa interferir com o trabalho jornalístico. Bem como nos deve preocupar a linguagem que por vezes é utilizada pelos leitores, o que pode desonrar a notícia e mesmo provocar uma má imagem no site do órgão de comunicação social.

Referência:
http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/aula11.htm