Caçadores de Mitos

Ao ler o artigo Take two steps back from journalism. What are the editorial products we are not building?, do Nieman Lab, encontrei referência a algumas plataformas que se dedicam a averiguar as histórias polémicas e caricatas que surgem nos media.

Jonathan Stray explora alguns projetos nesta categoria. O autor menciona a página Politifact que confirma os discursos e declarações da classe política; a página Emergent.info que analisa a propagação de rumores; e a ainda a página Snopes.

«It’s a little strange to me that the news media of old weren’t much into debunking, but I guess they thought “publish only true things” was sufficient. Clearly, truth-testing has since become a valuable public service, and journalists have learned to pay more attention.»

A página Politifact pertence ao Tampa Bay Times e venceu um Pullitzer Prize em 2009. A descrição do site define o projeto como «fact-checking journalism» e explica que os repórteres e editores confirmam as declarações da Casa Branca, do Congresso, candidatos e outros, fazendo um rating de veracidade através do «Thruth-O-Meter». Todos os fact-checks incluem análises da declaração, uma explicação da conclusão da Politifact e uma lista de links para os recursos utilizados. As promessas da campanha Obama são avaliadas através do Obameter.

O Emergent é talvez o projeto mais fácil de compreender. Funciona como uma plataforma de confirmação de rumores. Digamos que a internet está em ebulição (#breaktheinternet) graças a uma história sobre um gato que salvou uma criança. Esta surgiria na página na categoria «por confirmar» até que alguém a desmistificasse e fosse considerada confirmada (verdadeira) ou negada (falsa). A página dedica-se a encontrar o artigo original que gerou o rumor ou outra fonte que confirme a história.

O Snopes dedica-se essencialmente a mitos urbanos de diferentes categorias, incluindo marcas, políticos, gravidez, ciência, Photoshop e edição de fotografia («fauxtography»), e mesmo citações duvidosas.

«The Internet moves quickly. Rumors emerge, intentionally and not; they spread, intentionally and not.»

A confirmação de informação é um dos requisitos básicos do jornalismo. No entanto, pode ser difícil acompanhar a evolução de um rumor através da internet e dos mass media. Estas páginas são serviços úteis tanto para o público geral como para os jornalistas, no entanto, um jornalista nunca deveria deixar de confirmar e (re)confirmar as suas informações. E claro, ter em conta que mesmo estas páginas especializadas podem cometer erros.

De certa forma, o ceticismo deve ser a regra, e não nos devemos esquecer que «rápido e bem não faz ninguém». A informação viaja a uma velocidade estonteante, por isso é fácil ser o primeiro, mas o verdadeiro mérito (a longo prazo, entenda-se) será conseguir proporcionar a informação mais correta e aprofundada possível.

  • Referências:
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