O CASO DOS E-BOOKS

O E-book, como livro digital, é um conteúdo de informação em formato digital que pode ser lido em computadores, leitores de livros digitais e telemóveis, tendo-se registado uma grande expansão no início da década. Em 2010, a Amazon noticiava que as vendas de e-books, através do leitor Kindle, eram bastante expressivas, tendo sido vendidas mais cópias digitais do que cópias impressas, superando assim os livros físicos. Em 2012, a Associação Americana de Editores revelava que a venda de livros digitais nos E.U.A. atingia os 22,55 % em 2011. Já em 2013, registavam-se fortes indícios de que os leitores preferiam cada vez mais ler através de plataformas digitais, com os e-books a gerarem nos E.U.A. mais lucro para as editoras do que os livros físicos.

Registou-se, pois, desde 2010, um grande crescimento das vendas dos e-books que, no entanto, sofreu um abrandamento nos últimos dois anos. Os dados apontam para que em 2014 tenham sido vendidos nos E.U.A. 223 milhões de e-books, ou seja, menos 17 milhões do que no ano anterior, o que demonstra uma quebra acentuada. Ainda assim, existe uma projecção da PricewaterhouseCoopers que estima que, em 2018, será maior o lucro das editoras com a venda de livros digitais do que com os livros físicos, no mercado dos E.U.A. e do U.K.

Pese o abrandamento na venda de livros digitais, estes números fazem-nos repensar os livros que temos nas estantes. Com um simples leitor de e-books, podem-se carregar na mala um sem número de livros, quando, em comparação, só poderíamos carregar um livro impresso. Para mais, há serviços como o Kindle Unlimited (Amazon, no Brasil), que através de uma assinatura dá acesso a uma biblioteca de e-books. Se atentarmos ao preço dos livros impressos, a utilização de e-books pode significar uma grande redução dos custos para o leitor mas também um aumento dos conteúdos disponíveis para ler. Ainda que se verifique, em determinadas sociedades, alguma relutância na utilização de livros digitais, os seus benefícios são evidentes, tornando o acesso à cultura cada vez maior.

Referências:

http://www.noticiasaominuto.com/tech/244264/ebooks-ultrapassam-livros-nos-eua

https://tecnoblog.net/31806/venda-de-e-books-passa-a-de-livros-fisicos-na-amazon/

http://www.proxxima.com.br/home/negocios/2013/04/12/E-books-somam-quase-23-porcento-das-vendas-de-livros-nos-EUA-em-2012.html

https://lerebooks.wordpress.com/2015/06/02/venda-de-ebooks-nos-eua-com-uma-quebra-de-6-em-2014/

http://www.b9.com.br/53758/negocios/vendas-de-ebooks-deve-ultrapassar-de-livros-impressos-em-2018/

HIPERFOTOGRAFIA

A Hiperfotografia é um conceito desenvolvido por Fred Ritchin, que combina a fotografia, arte e tecnologia. A hiperfotografia provocou uma mudança de paradigma para outro meio mais interactivo, que se distancia da fotografia convencional. A incorporação de texto em imagem para dar contexto pode agora ser alcançada de várias maneiras. Assim, a informação pode estar “escondida” nos quatro cantos da imagem, podendo ficar visível quando se coloca o cursor do rato. Podem conter informações como direitos de autor, legendas e comentários do fotógrafo, entre outras.

Numa entrevista a Fred Ritchin, este disse, a respeito da hiperfotografia, que é uma forma de híper-texto e de narrativa não linear, pois inclui não só o início, o meio e o fim, como podem haver muitos caminhos que se podem tomar. Mais afirmou que é o reconhecimento de que não existe uma única verdade de uma situação e que podem ser tiradas inúmeras fotografias de várias perspectivas de uma uma pessoa para tentar abarcá-la o mais possível (e não vista de uma única perspectiva, como na fotografia convencional).

Referência:

http://www.americansuburbx.com/2013/06/interview-fred-ritchin-the-best-and-worst-of-times-2008.html

GOOGLE CRIA A DIGITAL NEWS INITIATIVE

No passado mês de Abril a Google criou a Digital News Initiative, numa forma de promover e inovar o jornalismo online, numa parceria com o jornal Los Echos, Francês, os jornais Financial Times e The Guardian, Ingleses, o FAZ e o Die Zeit, alemães, o La Stampa, italiano, o El País, espanhol e o NRC Group, holandês.

O objectivo da Google é trabalhar com editores para o desenvolvimento de melhores modelos para a produção de notícias, que assenta em três áreas principais: o desenvolvimento de produtos, com a criação de um grupo de trabalho que promova o aumento de lucro (com publicidade e conteúdos pagos), tráfego e fidelização do público; o apoio à inovação, promovendo novas formas de apoiar o jornalismo digital; e formação e investigação das redacções, com a oferta de bolsas de investigação.

Este diálogo entre a Google o os órgãos de comunicação é, ele próprio, uma inovação, na medida em que ainda há bem pouco tempo verificou-se a proibição do Google News em alguns países e vários órgãos exigiam que o Google pagasse os direitos de propriedade intelectual, uma vez que agrega e reproduz os seus conteúdos media.

Referência:

http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=4538486

O JORNALISMO DIGITAL E OS MOTIVOS DA SUA RÁPIDA DIFUSÃO

Este novo jornalismo rapidamente se instalou, uma vez que possui diferenças do jornalismo tradicional que o permitem ir mais longe. Em termos de audiência, os receptores podem estar em diversos locais do mundo ao mesmo tempo; ao nível do tempo da recepção, a comunicação na internet tanto pode ser assincrónica – quando a emissão acontece num tempo diferente da sua recepção – por exemplo na utilização de e-mail e da web, como pode ser sincrónica – quando a emissão coincide com a recepção – no caso dos “chat groups”. Estas virtualidades permitem-lhe ser um poderoso meio de comunicação.

Para mais, a internet não está sujeita às limitações das ondas de rádio nem depende de distribuição física, como por exemplo os jornais. Em termos de armazenamento, na internet tudo está digitalizado, facilitando a pesquisa de qualquer conteúdo. Estes factores interligados permitiram que o jornalismo digital se afirmasse e que esteja a ser constantemente actualizado, em tempo real, chegando onde os meios tradicionais não conseguem.

Referência:

http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/aula9.htm

O JORNALISMO DIGITAL E QUESTÕES ÉTICAS

Enquanto que o jornalismo online tem vindo a ser entendido como um instrumento privilegiado de contacto com as fontes e a pesquisa de conteúdos, o jornalismo digital consiste na produção de textos jornalísticos na rede e para a rede, com vantagens como a instantaneidade, interactividade, a facilidade na distribuição e o menor custo de produção, motivos pelos quais a imprensa tradicional também se transportou para a internet, por vezes, com conteúdos originais para a web.

No entanto, para além destes conteúdos originais, também surgem constantemente anúncios. À medida que tentamos ler um texto jornalístico, somos confrontados com a proliferação de anúncios e com hiperligações entre o texto e produtos à venda online, numa grande pressão sobre os editores para o lucro, o que pode colocar em causa a qualidade do jornalismo. A tentação dos editores para agradar aos anunciantes também é grande – e, se já se verificava na imprensa tradicional, na internet pode assumir um grau ainda maior. O leitor, seja ele do jornal impresso ou através da internet, pretenderá ler a notícia, a peça jornalística e não ser confrontado com inúmeras hiperligações que, por vezes, nem o deixam visualizar a peça com atenção, que o faz dispersar – intencionalmente – para outros sites de anúncios ou vendas. A utilização da publicidade para financiar o jornalismo não é algo novo mas, se se sobrepuser à qualidade do que é difundido, deixa de ser jornalismo para ser uma figura aparentada, mais pobre, que se deixa subjugar por outros interesses.

Referência:

http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/aula7.htm

A CHINA DÁ UM PASSO PARA A CENSURA AO JORNALISMO DIGITAL

Foi recentemente divulgado que a China anunciou um projecto de lei para proibir que as páginas de internet e portais informativos produzam as suas próprias notícias. O projecto, difundido pela Administração Estatal da Imprensa, Publicações, Rádio, Cinema e Televisão, pretende desta forma impedir a produção de notícias, mas também prevê a censura prévia aos conteúdos difundidos pelos sites, na medida em que estabelece que os serviços informativos de internet deverão contratar supervisores profissionais para reverem os conteúdos antes da publicação. Outra das medidas previstas no projecto é a de só poder ser emitida informação audiovisual que provenha de rádios e televisões já estabelecidas e que tenha carácter municipal.

O projecto, que poderá ser aprovado em finais de Junho, estabelece que a violação às suas normas acarreta uma pena de multa que pode ir até aos 30.000 yuan, tal seja, 4.303,00 €). A China tenta assim fazer censura apertada aos serviços informativos de internet, num mundo em que a informação passa cada vez mais pela internet e pelos conteúdos que esses sites possam criar e disponibilizar. Esta medida restringe fortemente a liberdade de expressão, bem como o direito dos cidadãos à informação. O projecto lei aparenta ser fortemente castrador destes princípios, provocando um asfixiamento dos contéudos que as páginas de internet e os portais informativos podem ou não difundir. A China, ao dar um passo para a censura prévia no jornalismo digital, dá também um grande passo atrás para o seu desejado desenvolvimento democrático.

Referência:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4620539

Longe da Vista, Perto na Tradução

Já pensou como seria se pudesse quebrar a barreira linguística, estabelecendo comunicação com qualquer pessoa em qualquer parte do globo na sua língua materna?

Já pensou o quão a sua vida seria facilitada se existisse um aparelho que permitisse a tradução automática dos conteúdos para a sua língua mãe?

Se ainda não pensou nisso, prepare-se porque o futuro chegou e com ele o Skype Translator.

Aprender línguas é fundamental e a palavra dispensável não vem no dicionário . Contudo, o Skype facilita a vida aos mais preguiçosos mas também poupa tempo e dinheiro. Basta falar devagar e o aparelho capta as nossas palavras e traduz automaticamente para a língua da pessoa que está a falar connosco. Simples, direto e intuitivo.

E, já pensou se este génio da tradução pudesse ser aplicado ao universo jornalístico?

Pois bem, achei interessante abordar esta temática uma vez que desenvolvi um trabalho sobre Jornalismo de Dados e contactei com jornalistas internacionais. Embora não tenha conversado com eles por Skype, foi necessário proceder à legendagem dos conteúdos por eles proferidos. Se tivesse optado pela conversa em mensagens instantâneas, o Skype translator permitir-me-ia legendar com maior facilidade bem como diminuir a margem de erro.

É certo que o jornalista deve procurar ser o mais versátil, empreendedor e poliglota possível mas também é verdade que ele é um ser humano e não um super herói. Sim, ele consegue apurar a verdade mais recôndita mas daí a falar chinês vai uma longa distância.O SKYPE TRANSLATOR pode dar a mão aos profissionais e estudantes de jornalismo porque permite economizar recursos. Um jornalista pode em simultâneo falar e traduzir, um dois em um que lhe dá margem de manobra para o desenvolvimento de outros trabalhos jornalísticos.

Necessita de registo obrigatório?

Hoje o acesso ao Sype Translator está muito mais facilitado e NÃO necessita de registo obrigatório: http://www.skype.com/en/translator-preview/

Em quantas línguas fala?

Por enquanto Inglês, Espanhol, Italiano e Mandarim mas há previsão de inclusão de mais línguas.

E traduz mensagens instantâneas?

Sim!! Em 50 línguas diferentes, incluindo o Português.

Onde está disponível?

Para já só está disponível em Windows 8.1 e em Windows 10.

Do que estão à espera?

Cidadãos, Jornalistas e Redações? É um passo de gigante para um futuro promissor !

Fontes:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/nxt-skype-translator/556104b80cf2ab4fe7d35529/1

http://qz.com/404057/skypes-real-time-translator-makes-us-all-instant-multilinguists/

http://apps.microsoft.com/windows/en-us/app/skype-translator-preview/184dd919-d3cf-48c2-988f-bda81749b8a4

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4567523&page=-1